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Conheça o brasileiro escolhido como diretor de provas na estreia do surf nas Olimpíadas

O importante cargo na disputa é fruto de um trabalho árduo que foi iniciado em 1996

Jéssica
Jéssica Dombrowski Netto Com informações da Gazeta Esportiva
Conheça o brasileiro escolhido como diretor de provas na estreia do surf nas Olimpíadas
O santista Marcos Bukão foi o escolhido para ser o diretor do campeonato em Tóquio. Foto: Divulgação

29 de julho de 2020 - 15:58 - Atualizado em 4 de agosto de 2020 - 13:36

O santista Marcos Bukão foi o escolhido para ser o diretor do campeonato que definirá os primeiros medalhistas olímpicos em Tóquio 2021. O surf inicia uma nova era no próximo ano com a estreia nas Olimpíadas.

O importante cargo na disputa é resultado de muita bagagem em mundiais. A “caminhada olímpica” do surf foi iniciada em 1996, quando o Comitê Olímpico Internacional (COI) reconheceu o esporte. De lá para cá, Bukão esteve no comando de todas as competições da International Surfing Association (ISA).

Sobre o veterano

Aos 64 anos, Marcos Bukão é engenheiro mecânico por formação, mas foi no surf que construiu uma carreira. Começou a pegar ondas em 1972, aos 17 anos. Em 81 teve o primeiro contato com campeonatos na Associação Surf de Santos e dois anos depois, passou a organizar eventos, junto com os amigos Ika Cangiano e Fábio Botuão, o Jacuí. Em 88, era o presidente da antiga Associação de Surf da Baixada Santista (ASBS), hoje a Federação Paulista, e quando foi criada a Abrasa – Associação Brasileira de Surf Amador, que depois se tornaria a atual Confederação Brasileira de Surf, foi convidado para ser diretor de provas da entidade, por seu perfil técnico. Desde então, é ele o responsável pelas etapas nacionais.

Surf nas Olimpíadas

A estreia do surf como modalidade olímpica terá 40 atletas nos Jogos de Tóquio em 2021, sendo 20 no masculino e 20 no feminino. O número foi definido pelo Comitê Olímpico Internacional (COI). Marcos Bukão participou do processo de elaboração do formato de disputas.

“Ano passado, durante o Test Event em Tsurigasaki, já estávamos 100% prontos para fazer o evento, assim como estamos agora e estaremos daqui a um ano. Na parte organizacional, estrutura, logística, vai depender de como esse adiamento pode impactar o Comitê Organizador Local”

afirmou Bukão.

O surf nos Jogos Olímpicos, segundo ele, é resultado direto da obstinação de Fernando Aguerre, que sempre acreditou que o esporte chegaria lá.

“Um trabalho de décadas, com constantes reuniões junto ao COI e seus delegados, um trabalho muito forte no sentido de se trazer o maior número de países possíveis para a ISA, assim como ajudar essas nações a terem o surf reconhecido por seus respectivos Comitês Olímpicos Nacionais”

completou Bukão.

O diretor de provas terá a companhia de outros dois brasileiros na parte técnica. O catarinense Luli Pereira, hoje um dos principais juízes da World Surf League (WSL) e o gaúcho Marcel Miranda, como juiz de prioridade.