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STJD suspende Jô por 2 jogos por causa de “ato hostil” contra zagueiro do São Paulo

Atacante cumprirá dois jogos de suspensão por conta da confusão no último clássico contra o São Paulo

Gazeta
Gazeta Esportiva
STJD suspende Jô por 2 jogos por causa de “ato hostil” contra zagueiro do São Paulo

14 de setembro de 2020 - 17:43 - Atualizado em 15 de setembro de 2020 - 10:59

Jô desfalcará o Corinthians nas próximas duas rodadas do Campeonato Brasileiro. O centroavante não poderá enfrentar Bahia e Sport por causa da confusão com o zagueiro do São Paulo, Diego Costa, durante o clássico disputado no Morumbi.

O Supremo Tribunal de Justiça Desportiva desqualificou a denúncia da procuradoria e avaliou a jogada como um ato hostil (Artigo 250), e não como agressão física (Artigo 254).

O relator Miguel Ângelo Cançado, inicialmente, votou por dois jogos se suspensão. O auditor Sérgio Furtado Coelho Filho pediu uma partida de suspensão. E Alcino Guedes, presidente da sessão, foi a favor de um jogo convertido em advertência. Ramon Rocha foi o único auditor favorável a absolvição direta.

O procurador Rafael Carneiro, durante sua manifestação, admitiu que poderia aceitar a desqualificação do artigo, mas se colocou contrário a absolvição do atleta.

Após isso, houve uma discussão sobre como a situação seria resolvida, de acordo com os artigos pertinentes, até o colegiado decidir pela suspensão por dois jogos por causa de “ato hostil”.

Antes dos votos, o centroavante compareceu à videoconferência e se defendeu dizendo que não desferiu um soco no jogador do São Paulo.

“Eu estava vindo para o ataque e o Diego entra na minha frente. Em busca de querer antecipa-lo, para ter a vantagem de chegar na frente dele, acontece o empurrão, é aquela briga de espaço, e acabo empurrando, sim, mas acredito que não seja o artigo que estou sendo relatado, de agressão, porque ali foi briga por espaço e acaba acontecendo o empurrão. Eu nunca me envolvi em algo parecido, sou um jogador de passado tranquilo, espero poder dar continuidade disso”.

Quando questionado pelo relator Miguel Ângelo Cançado se estava com a mão aberta ou fechada, o jogador do Corinthians garantiu: “Mão aberta. A intenção era de empurrar”.

O advogado do Corinthians, João Zanforlin Schablatura, pediu absolvição direta sob a alegação de que não há provas de que o centroavante tenha, de fato, acertado um soco no adversário. E lembrou que a comissão de arbitragem da CBF chegou a dizer que São Paulo não tinha razão na reclamação.

Agora, o Corinthians terá de aguardar para saber se Mauro Boselli terá condições de enfrentar o Bahia, nesta quarta-feira, às 21h30, na Neo Química Arena. O argentino torceu o tornozelo e está em tratamento.