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Sindicato de Atletas de SP cobra Corinthians e polícia para proteger jogadores e investigar agressores

Gazeta
Gazeta Esportiva

14 de setembro de 2020 - 11:29 - Atualizado em 14 de setembro de 2020 - 11:45

O Sindicato de Atletas de São Paulo já trabalha para garantir a proteção dos jogadores do Corinthians, que foram alvo de um violento protesto da torcida na chegada à capital paulista, após a derrota fora de casa para o Fluminense.

Em entrevista à Gazeta Esportiva, o presidente da entidade, Rinaldo Martorelli, esclareceu que o bem estar do elenco é de responsabilidade total do clube e cobrou que sejam tomadas medidas em busca de justiça. “Precisamos deixar claro algumas coisas. Quem tem que zelar pela segurança do trabalhador é o empregador, ou seja, o Corinthians. O clube que tem que tomar as providências”, disse.

O Sindicato também trabalha em conjunto com a Polícia Civil, no intuito de evitar novas agressões. “Sabendo do que aconteceu, nós temos uma estrutura na polícia já acionada para monitorar a situação”, afirmou.

Martorelli lembrou um outro incidente similar que ocorreu em 2014, quando o CT Joaquim Grava foi invadido por cerca de 100 torcedores, alguns até armados, que protestavam pelo mau momento do time.

“Nós entramos com duas ações de indenização para os atletas, porque naquele momento há um risco muito sério a vida deles. Ontem houve ameaças, mas foi diferente do que aconteceu lá atrás, quando entraram no CT com facas, foi horroroso. Mas deixamos claro que não queremos a indenização, queremos a proteção”, ressaltou.

O caso agora será levado à justiça. “Não conseguimos fazer mais do que cobrar o empregador e trabalhar na proteção direta aos atletas. Estamos pedindo a abertura de inquérito. A Delegacia de Repressão e Análise aos Delitos de Intolerância Esportiva (Drade) vai investigar e apurar as responsabilidades”, disse Martorelli.

O presidente da entidade também lamento a falta de apoio que esses casos recebem da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). “Eles ficam sempre alheios. Já deixaram que cada federação resolvesse por si só os campeonato estaduais, o que gerou uma discrepância no nacional. Eles lavam as mão, infelizmente. Tinham que tomar a frente de um monte de coisa e não tomam”, comentou.

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