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Simone Biles volta com o bronze na trave; Flávia Saraiva fica em sétimo

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Gazeta Esportiva

3 de agosto de 2021 - 06:43 - Atualizado em 3 de agosto de 2021 - 09:15

A prova da trave da ginástica ganhou grande atratividade nos Jogos Olímpicos em função da presença de Simone Biles, grande estrela mundial da modalidade e que desistiu da maioria das disputas de Tóquio alegando problemas para controlar o lado mental. Nesta terça-feira, a norte-americana simplificou sua apresentação, mas gerou grande comoção com um desempenho sem erros que lhe rendeu a medalha de bronze.

A disputa também contou com a brasileira Flávia Saraiva. Lesionada na semana passada no tornozelo durante as competições classificatórias, ela sofreu uma queda na trave que comprometeu sua nota: ficou na sétima colocação com 13.133.

“Eu estou me sentindo muito feliz, foi uma vitória ter chegado na final Olímpica. Por tudo que eu passei, essa semana, nos últimos três meses, estar numa final olímpica já é a minha medalha. É incrível a sensação de estar na minha segunda olimpíada e conquistar uma final”, disse Flavia.

“O desequilíbrio não foi o pé [que sofreu a torção], eu coloquei muita força no salto, eu estava com muita energia, eu queria muito estar ali. Eu sei o quanto eu trabalhei para me apresentar hoje na final. Há um mês e meio, eu não saberia dizer se conseguiria estar disputando uma final olímpica. Eu lutei todos os dias para estar aqui e isso é o mais importante de tudo. Eu tive um mês e meio para treinar para vir para a Tóquio. Eu treino há mais de cinco anos, mas quando você sofre uma lesão, fica três a quatro meses parado para tentar recuperar”, acrescentou.

Flávia Saraiva foi a sétima colocada na prova da trave da ginástica – Júlio César Guimarães/COB

A prova teve domínio das chinesas. Chenchen Guan foi medalha de ouro na trave, com 14.633 pontos. A prata foi conquistada por Xinging Tang, com 14.233. A apresentação de Biles teve a nota de 14.000.

A norte-americana foi a grande estrela dos Jogos do Rio-2016. Em Tóquio, Biles surpreendeu o mundo ao abandonar a final por equipes na semana passada, ressaltando um grande incômodo com sua “saúde mental”. Depois, anunciou que não disputaria as finais do individual geral, do salto, das barras assimétricas e do solo.

“Eu acho que foi uma grande participação da Simone Biles. Ela foi uma pessoa que deu um up na modalidade e o poder de fala dela é enorme. É muito importante ela falar o que realmente acontece na vida dos atletas. Eu sei o que ela passou, porque isso já aconteceu comigo e acontece na vida de vários atletas, não importa a idade, não importa o momento. E ver que ela aqui hoje e conseguir quebrar essa barreira é uma vitória muito grande. Eu acho que esse reconhecimento vale mais que a medalha pra ela”, comentou Flavia.