Bastidores

São Paulo critica liberação de presos suspeitos de atacar o ônibus do time

Gazeta
Gazeta Esportiva

26 de janeiro de 2021 - 11:01 - Atualizado em 26 de janeiro de 2021 - 12:30

Na madrugada desta segunda para terça-feira, o São Paulo publicou uma nota oficial em relação ao ataque do ônibus do time. O clube criticou o fato de nove dos 14 presos, suspeitos de terem participado do ato de vandalismo, terem sido soltos. Segundo o a nota, o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo validou a detenção destas pessoas, porém manteve apenas cinco sob custódia.

Os nove liberados poderão responder em liberdade, mas com algumas medidas restritivas. O Tricolor considera que sua delegação foi atacada num atentado terrorista e, por tanto, não concorda com a liberação dos envolvidos, uma vez que, ainda de acordo com a nota, foram cometidos alguns crimes que os impediriam de responder em liberdade.

O ataque ao ônibus do São Paulo aconteceu quando a equipe se direcionava ao estádio do Morumbi para a partida contra o Coritiba. A delegação foi surpreendida, e o veículo foi atingido por pedras. Foi relatado ainda que os agressores possuíam pedaços de madeira e artefatos explosivos.

Confira a nota do São Paulo na íntegra

“O São Paulo Futebol Clube tomou conhecimento nesta segunda-feira (25) que o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo confirmou a validade da prisão em flagrante dos 14 detidos no último sábado (23), após o ataque ao ônibus do clube a caminho do estádio do Morumbi, reconhecendo a prática dos crimes de “associação criminosa, dano e resistência”. Nessa ocasião, porém, liberou nove deles com medidas cautelares restritivas de liberdade, mantendo os outros cinco sob custódia.

O São Paulo entende que o artigo 251 do Código Penal, que tipifica o crime de “expor a perigo a vida, a integridade física ou o patrimônio de outrem, mediante explosão, arremesso ou simples colocação de engenho de dinamite ou substância de efeitos análogos”, não foi considerado. Igualmente, o delito previsto no artigo 16, parágrafo 1°, inciso III da Lei 10.826/03 (Estatuto do Desarmamento), “possuir, detiver, fabricar ou empregar artefato explosivo ou incendiário, sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar”.

Está comprovado, inclusive pela presença do GATE no local onde os indiciados foram surpreendidos, o encontro de artefatos explosivos de elevado potencial lesivo, além de pedras e pedaços de madeira. Não se pode esquecer que a fuselagem do ônibus em que a delegação se encontrava foi perfurada, com estilhaços atingindo atletas do clube.

Para o São Paulo Futebol Clube está claro que seus atletas e sua comissão técnica foram alvos de um “atentado terrorista”, o que torna a liberação de parte deste grupo de vândalos um desfecho injustificável”.

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