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Santos realizará Assembleia Geral para adequação do estatuto ao Profut

Redação RIC Mais
Redação RIC Mais

11 de outubro de 2019 - 00:00 - Atualizado em 11 de outubro de 2019 - 00:00

O presidente do Conselho Deliberativo do Santos, Marcelo Teixeira, explicou nesta sexta-feira que o clube realizará uma Assembleia Geral Extraordinária em 19 de outubro para votação de modificações no seu estatuto social. Essas alterações são necessárias para que o Santos esteja adequado ao Programa de Modernização da Gestão de Responsabilidade Fiscal do Futebol Brasileiro, o Profut.

“O Santos tinha um compromisso e desde 2017 vinha tendo a responsabilidade de adaptar seu estatuto. Tivemos duas notificações para fazer essa adaptação, caso contrário, o Santos correria o risco de ter seu parcelamento cancelado junto a entidade. Queríamos uma mudança para ampliar não apenas as adaptações exigidas, mas queríamos modificar como um todo. Há essa emergência, mas entendemos que diante da exigência e do prazo que temos, nós criamos um cronograma para que o Santos pudesse entregar seu estatuto concluído com essas adaptações”, disse o dirigente.

As modificações em artigos do Estatuto Social do Santos foram aprovadas pelos membros do Conselho Deliberativo. Agora, então, será a vez dos sócios votarem essas alterações, que passarão a valer imediatamente em caso de aprovação.

A principal alteração do estatuto prevê o afastamento imediato de dirigentes caso seja constatada gestão temerária no cargo. No Santos, em 2018, as contas do presidente José Carlos Peres foram reprovadas, sendo que o déficit foi superior aos 20% apontados pelo Profut como “gestão temerária”.

“O Profut é uma legislação que permite ao clube fazer o seu Reffis, participar de uma modernização, e o Santos faz parte. A inclusão dos artigos que foram modificados são adequações à lei que prevê punições para uma gestão temerária, afastamento de presidente e vice, além de conselho gestor, que serão responsabilizados por uma gestão temerária, e podem ser excluídos. O orçamento deve ser respeitado, com o conselho aprovando ou não as decisões. O Conselho Fiscal é um órgão que passará a ter uma autonomia de fiscalização para sugerir as condições da apuração de gestão temerária”, acrescentou Rodrigo Lyra, presidente da comissão de estatuto.