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Rueda explica saída de dirigentes do Santos: “Não podemos perder credibilidade”

Gazeta
Gazeta Esportiva

26 de janeiro de 2021 - 10:00 - Atualizado em 26 de janeiro de 2021 - 21:30

O Santos pensava em mexer no departamento de futebol apenas no fim da atual temporada, mas mudou os planos na última semana, quando demitiu o superintendente Felipe Ximenes e o coordenador Marcio Santos.

A decisão tem a ver com diversos fatores, mas principalmente o clima com elenco e comissão técnica. O presidente Andres Rueda explica.

“Nem sou louco, né? Obviamente eu estava completamente tranquilo sobre qualquer mal-estar na nossa comissão técnica. Por que adiantou um pouco? Eu prego isso, converso com os jogadores e sinto vergonha do clube dever para qualquer funcionário. Pior do que isso é falsa promessa. Eu não vou prometer sem ter certeza sobre garantia de cumprir. E houve o caso no vestiário, promessa, que gerou certo mal-estar. Sobre receber tal dia… Não tinha autorização de falar e isso nem foi discutido. Tive que fazer o que foi feito naquele momento. Não podemos perder credibilidade junto aos jogadores. Seria feito de qualquer maneira, é reestruturação de despesa, nada contra as pessoas deles. São salários altos e não condizentes com o que o clube pode pagar”, disse o presidente, em entrevista à Gazeta Esportiva. 

Ximenes não nutria boa relação com líderes do elenco e a situação piorou após a promessa de pagar os salários de dezembro no vestiário, em live com Marinho após a classificação contra o Boca Juniors. Ele deu entrevista anunciando o pagamento e nada foi pago. A atual gestão prioriza a transparência com os atletas. Prometer, não cumprir e capitalizar um erro com a divulgação do seu curso é o contrário do esperado.

No caso de Marcio Santos, o problema vai além. Como publicado pela Gazeta Esportiva, os novos dirigentes não entenderam a chegada do tetracampeão e muito menos suas funções. Não lidava com o mercado e nem com a diretoria, pouco conversava com Cuca e os jogadores e era um figurante nos treinamentos.

Como Felipe Ximenes sairia, o Alvinegro também antecipou a dispensa de Marcio Santos. Ambos tinham contrato até fevereiro e foram trazidos pelo ex-presidente Orlando Rollo entre setembro e outubro de 2020.

Com as saídas de Ximenes e Marcio, o gerente Jorge Andrade passa a ser a referência no departamento de futebol profissional. Ele tem ótima relação com o técnico Cuca. José Renato Quaresma, membro do Comitê de Gestão, está no dia a dia do clube como apoio e exemplo aos funcionários.

“Jorge Andrade é nosso gerente de esportes. Aquilo que eu comentei: Comitê de Gestão participativo nos dá a possibilidade de aproximar diretoria e níveis gerenciais. Isso faz as coisas serem bem agilizadas, com retorno rápido. O Jorge é nosso gerente, a nossa ideia é não trazer superintendente. Gerente será cargo máximo dentro do esporte. Vocês verão isso melhor com a entrega do organograma ao Conselho Deliberativo. Essa relação entre diretoria e estruturas do clube é fundamental. Resolvemos com agilidade, profissionais se sentem acolhidos e podemos ser ágeis para recuperar o tempo possível para equacionar. Receita sempre igual à despesa corrente. Se não fizermos isso, temo pela continuidade do clube. Será duro, não esqueceremos do elenco, mas será duro. Precisamos readequar”, concluiu Rueda.

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