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Rueda explica imbróglio entre Santos e Huachipato e não descarta “compra” de Soteldo

Gazeta
Gazeta Esportiva

15 de janeiro de 2021 - 13:19 - Atualizado em 15 de janeiro de 2021 - 13:45

O Conselho Deliberativo do Santos aprovou a “venda” de Yeferson Soteldo ao Huachipato (CHI) no dia 21 de outubro. E desde então, nada foi assinado entre os clubes.

A negociação se arrastou com o ex-presidente Orlando Rollo e ficou para a atual gestão, de Andres Rueda. E o acordo, inclusive, pode ser desfeito nos próximos dias.

“Toda a parte comercial foi feita, mas o estafe do jogador não quer voltar para lá e colocamos ponto final. Prazo era mais uma semana ou duas. Ou assina acordo ou consideramos desfeito e buscamos outra alternativa. Ele não gostaria de voltar para lá, tem a condição financeira dele. Não confia no clube e não quer voltar nessas condições. Exige garantias que pelo jeito não estão dando”, disse Rueda, em entrevista coletiva nesta sexta-feira.

O presidente até cogita negociar com o Huachipato pela permanência do camisa 10 em definitivo.

“Qual nossa ideia? Parar, porque não se acerta ou desacerta assim. Se não me engano era até o final da próxima semana ou da outra para assinar ou desfazer acordo. E podemos pensar nele ficar, por que não? Interessa, claro, é excelente jogador, técnica refinada, enturmada. Tudo pode acontecer”, avaliou.

O Santos “devolveria” 50% dos direitos econômicos ao Huachipato. O Alvinegro do ex-presidente José Carlos Peres combinou de pagar 3,55 milhões de dólares (R$ 20 milhões) em 2019 e não transferiu um real sequer. Soteldo ficaria na Vila Belmiro até os chilenos negociarem o meia-atacante.

Com o “sim” santista, o Huachipato retiraria da Fifa uma cobrança de 7,2 milhões de dólares (R$ 40 mi) diante do calote do clube brasileiro. A equipe ainda pagaria 200 mil dólares (R$ 1,1 milhão) diretamente ao camisa 10 para quitar dívidas em luvas, premiação e direitos de imagem.

Por fim, o Santos ficaria com 10% do valor que exceder uma venda de Soteldo pelo Huachipato por no mínimo 8 milhões de dólares (R$ 45 mi). Essas condições foram aprovadas pelo Conselho Deliberativo e são base do acerto atual com os chilenos. E que pode não existir mais.

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