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Rollo pede ajuda e diz: “Posso ser presidente do Santos por um dia, mas vou honrar esse mandato”

Gazeta
Gazeta Esportiva

29 de setembro de 2020 - 17:20 - Atualizado em 29 de setembro de 2020 - 17:45

Presidente do Santos em exercício, Orlando Rollo adotou tom apaziguador em entrevista coletiva nesta terça-feira e pediu ajuda dos torcedores, associados e conselheiros.

Rollo evitou criticar José Carlos Peres, presidente afastado até o fim do processo de impeachment, e prometeu esforço nesse mandato.

O prazo até o sócio decidir ou não pela saída definitiva de Peres é de 60 dias. O mandatário, porém, busca cancelar a votação do Conselho Deliberativo na Justiça.

“Posso ser presidente do Santos por um dia, mas vou honrar esse mandato”, disse Orlando Rollo.

O Santos possui várias dívidas no elenco e comissão técnica e está proibido pela Fifa de contratar por débitos de R$ 30 milhões com o Hamburgo, da Alemanha, e R$ 18 milhões com o Huachipato, do Chile.

Orlando Rollo não deu prazo para o “desbloqueio” na federação internacional.

“Todo mundo quer ouvir fórmula mágica. Não existe solução mirabolante. Equipe de trabalho está empenhada desde manhã para uma solução. Não vou ficar me lamentando. Se não houver outra alternativa a não ser negociação de jogador, vou pedir ajuda ao Conselho. Para que, eventualmente, venha aprovar a negociação de um atleta. Não sou arrogante. Eu e Santos precisamos de ajuda. Tenho dois dias para resolver esse problema (a partir de outubro, Conselho precisa aprovar qualquer compra ou venda). É desumano”, afirmou.

“Não posso me lamentar, temos que resolver. Estamos buscando solução. Pagamento precisa ser feito com urgência. Santos corre risco, sim, e não vou enganar torcedor, de nos próximos dias sofrer mais uma punição. Estamos na iminência de perda de pontos. Lideranças do elenco dizem que estão suando para perder pontos fora de campo? Seria uma avalanche. Pediram por favor para solucionarmos. E isso me incentiva. Jogadores estão solidários ao nosso problema. Nossa equipe é técnica, capacitada. Vamos fazer a reformulação administrativa para conseguirmos pagar ou renegociar essas questões”, completou.

Rollo falou mais de uma vez sobre manter contato periódico com credores para renegociar dívidas.

“Se não conseguirmos pagar, pelo menos as dívidas serão renegociadas, a curto, médio ou longo prazo. Outras serão contestadas. O que não pode é dívida correr e ninguém falar com credores. Garantimos uma situação melhor para o presidente de 2021. Quem não quiser participar e se inteirar, está se candidatando para quê? Ofertamos oportunidade única de transparência no futebol brasileiro. Desconheço algum clube com comitê de transição com todas as correntes políticas envolvidas. Creio que é interesse de todos”, falou.

“Eu não posso negar e enganar torcedor, conselheiro e associado. Santos não tem credibilidade no mercado. Dirigentes do Santos são motivo de chacota no mundo do futebol, ridicularizados em muitas situações. Temos que passar mensagem ao mercado: nós vamos sentar para renegociar todas as dívidas e adequar ao fluxo de caixa. Vamos adequar ao fluxo. Se respeitarmos todos os credores, vamos passar imagem de seriedade e vocês vão ver que patrocínios e investidores vão retornar quase que imediatamente. É cíclico, questão técnica, não é invencionice”, emendou.

Por fim, destrinchou seu currículo, mas pediu ajuda de outros grupos políticos.

“Temos que ser humildes. Tenho pós-graduação em administração, em contabilidade, economia, gestão de futebol e marketing esportivo. Mas um grupo só não consegue resolver. Precisamos de todos os verdadeiros santistas. Conversei com alguns candidatos, conversarei com todos. Alguns toparam. É apolítico, não sou candidato. Meu grupo está aberto a apoiar um candidato com maior afinidade. Peço humildemente apoio e auxílio”, concluiu.

Orlando Rollo não será candidato à presidência. A eleição está prevista para a primeira quinzena de dezembro.