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Rogério Ceni encara pressão e aborda continuidade à frente do Flamengo

Gazeta
Gazeta Esportiva

10 de janeiro de 2021 - 19:09 - Atualizado em 10 de janeiro de 2021 - 20:15

A segunda derrota seguida no Maracanã aumenta pressão no Flamengo. O trabalho de Rogério Ceni é questionado. Após o revés para o Ceará, neste domingo, pela 29ª rodada do Campeonato Brasileiro, o técnico foi perguntado se tem garantias da diretoria de continuidade no cargo.

“No futebol não existe garantia. É a única garantia que eu lhe dou. Você precisa conquistar a garantia com resultados. Os resultados são ruins perto do que esse grupo pode. A diretoria tem direito de tomar qualquer decisão. O desempenho como comportamento diário é bom, mas como resultado deixa a desejar”, declarou Ceni.

Na coletiva, o técnico também foi indagado se se sente confortável para continuar à frente do Flamengo.

“Eu acho que é preciso vencer. Quando criar as oportunidades, colocar para dentro e fazer vitórias. Sem isso, você pode ir para qualquer lugar, sem as vitórias não tem como as coisas se ajustarem. Confortável eu acho que ninguém se encontra. Nem eu, nem os jogadores ou direção. Eu me sinto capacitado para estar no Flamengo, mas não estamos confortáveis com os resultados. Na Copa do Brasil, não tivemos tempo de trabalho, na Libertadores tivemos dez, onze dias de trabalho, poderíamos ter tido melhor sorte contra o Racing. Confortável ninguém está. São duas rodadas onde o líder não marca pontos e você não consegue encurtar essa distância”, acrescentou.

Contra o Ceará, Ceni surpreendeu na escalação do Flamengo e fez três mudanças. O técnico apostou em César, Gustavo Henrique e em Pedro e sacou Hugo Souza, Natan e Gabigol. Ele explicou o que buscou.

“O Pedro foi contratado, é um grande jogador, vinha sendo titular. Minha equipe começa com Gabriel e Bruno Henrique, mas pelo que oferecia o jogo, eles têm uma defesa alta, jogadores que defendem bem. O Gustavo Henrique é melhor no jogo aéreo, o Pedro é uma referência. Contra o Fluminense, Bruno Henrique e Gabriel estavam distantes. Hoje optamos por essa formação. Pedro foi contratado por valor expressivo, tem qualidade para ser titular. O que não diminui a importância do Gabriel para o time. Mas não treinamos para escalar os dois juntos e achei que eles juntos por 60 ou 90 minutos seria risco muito grande”, declarou.

O Flamengo é o quarto colocado no Campeonato Brasileiro, com 49 pontos, sete a menos do que o líder São Paulo. O Rubro-Negro volta a campo no dia 18, segunda-feira, contra o Goiás, em Goiânia.

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