Esportes

Robert Scheidt diz que chega ‘mais leve’ sem favoritismo para Olimpíadas de Tóquio

Gazeta
Gazeta Esportiva

6 de maio de 2021 - 12:02 - Atualizado em 6 de maio de 2021 - 12:30

O velejador Robert Scheidt comentou nesta quinta-feira sobre suas expectativas para os Jogos de Tóquio, que se iniciam no mês de julho. Aos 48 anos, o atleta brasileiro fará sua sétima participação em Olimpíadas.

Ao contrário de edições anteriores, Scheidt não chega ao Japão apontado como favorito. Para ele, isso é benéfico, pois alivia a pressão por um resultado positivo.

“Me sinto mais leve que em outros Jogos Olímpicos não sendo favorito. Eu acho que você acaba fazendo as coisas com mais tranquilidade. Os holofotes não estão em cima de você o tempo inteiro. Mas isso não quer dizer que eu queira menos a medalha. Pelo contrário, a vontade de chegar no pódio, de fazer uma boa Olimpíada é tão grande como nas outras vezes, se não maior, porque estou caminhando para o fim da minha carreira”, explicou.

Para chegar às Olimpíadas de Tóquio, a preparação foi mais longa do que o esperado. Afinal, a pandemia do novo coronavírus fez com que o evento, que seria em 2020, fosse adiado para 2021.

Ao comentar sobre a situação, Robert Scheidt lamentou os efeitos da crise de saúde. No entanto, do ponto de vista individual, o maior tempo de treinamento foi proveitoso.

“Eu acho que primeiro, do lado humano, a pandemia é realmente muito triste, muitas vidas perdidas. Porém do lado esportivo, para mim, o tempo a mais teve impacto positivo. No ano de 2020 eu não vinha em uma fase muito boa, tive um mundial com alguns problemas físicos, algumas lesões, não tive um bom campeonato mundial. Então, nesse ano a mais que tive, eu acho que consegui me organizar melhor, me preparar melhor, mexer em algumas coisas da minha preparação que não estavam muito boas. Acho que esse tempo a mais foi benéfico”, avaliou.

Por conta de sua experiência, o velejador aproveitou para aconselhar os atletas mais jovens, que irão participar pela primeira vez do principal evento esportivo do mundo.

“O grande perigo nos Jogos Olímpicos é você tentar fazer uma coisa que não está acostumado. Pelo fato de ser os Jogos Olímpicos, tentar fazer alguma coisa diferente, algo a mais, criar alguma coisa. Eu acho que o que funciona fora dos Jogos Olímpicos continua funcionando nos Jogos Olímpicos. Seja aí um golpe, uma estratégia, um uma tática que você usa, uma maneira que você bate na bola, enfim, para qualquer esporte, eu acho que a palavra é a simplicidade e fazer aquilo que você faz bem”, afirmou.

Concentrado na disputa que se inicia em julho, Robert Scheidt evita falar sobre seus planos para o futuro. O seu foco é em conseguir ampliar sua coleção de medalhas olímpicas, que já conta com dois ouros, duas pratas e um bronze.

“Bom, estou tentando viver o meu presente, viver o meu dia a dia. Agora a gente tem praticamente oito, nove semanas até Tóquio. O tempo vai passar muito rápido nessa reta final. Então, eu estou pensando o que mais eu posso fazer para melhorar a minha performance. Não estou pensando muito na frente agora, não estou pensando pós-jogos”, concluiu.

Informamos aos nossos visitantes que nosso site utiliza cookies. Ao usar nosso site, você concorda com nossos Termos de Uso. A maioria dos navegadores aceita cookies automaticamente. Para ver quais cookies utilizamos, acesse nossa Política de Privacidade.