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Rigoni destaca papel de Crespo em chegada ao São Paulo e explica características

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Gazeta Esportiva

31 de maio de 2021 - 15:16 - Atualizado em 31 de maio de 2021 - 15:30

Novo reforço do São Paulo, o meia-atacante Emiliano Rigoni foi apresentado oficialmente na tarde desta segunda-feira. Em entrevista coletiva no estádio do Morumbi, o argentino falou sobre o que o motivou a deixar o futebol europeu para voltar à América do Sul.

“Foi um conjunto. Quando me falaram da possibilidade de vir para o São Paulo, foi algo que chamou a atenção, porque um clube tão grande sempre desperta a ilusão de poder jogar. Teve a coincidência de ter a comissão técnica que tive no Independiente, onde estava Martín Benítez. Não conhecia o Crespo, mas sabia essa comissão técnica era muito boa. Não foi tão difícil tomar a decisão, simplesmente esperei acertarem todos os detalhes para a transferência. Estou muito feliz, orgulhoso de poder estar em um clube tão grande como o São Paulo”, afirmou.

O atleta de 28 anos, novo camisa 77 do São Paulo, foi um pedido do técnico Hernán Crespo. O argentino foi revelado pelo Belgrano, da Argentina, mas se destacou pelo Independiente, onde jogou com Martín Benítez e trabalhou com o preparador físico Alejandro Kohan. Além do reencontro com os dois, o chamado do atual treinador do Tricolor também foi determinante na contratação.

“O primeiro contato que eu tive foi com o Alejandro Kohan. Ele me perguntou sobre minha situação na Espanha, para ver existia a possibilidade de chegar no clube. E logo me chamou o Hernán (Crespo), com muita confiança me disse que estava disposto a me receber no clube. Um técnico com a experiência e trajetória do Hernán me chamar foi muito importante”, destacou.

“Obviamente, a coincidência de estar com o Alejandro Kohan, toda comissão técnica do Independiente foi muito lindo, porque me deu a possibilidade de me reencontrar, sei muito bem como trabalham. E tive muitos resultados trabalhando com eles. Estou muito feliz de voltar a estar com eles. Martín Benítez para mim é um grande amigo e compartilhamos muitas coisas no Independiente”, acrescentou.

Após se destacar no Independiente, Rigoni acabou vendido para o Zenit, da Rússia, em 2017, mas não obteve o mesmo destaque. Nas temporadas seguintes, foi emprestado para Atalanta e Sampdoria, ambas da Itália, antes de chegar no Elche para a disputa do último Campeonato Espanhol.

O meia-atacante não está listado no Boletim Informativo Diário (BID) da CBF, mas garantiu que está à disposição da comissão técnica tricolor para estrear. O argentino falou que vinha treinando no Elche antes de chegar no Brasil e que está em boa condição física.

“Estava jogando, não fiquei muito tempo parado, apenas dois ou três dias de viagem para vir aqui. Terminou essa semana o Campeonato Espanhol, vinha jogado, treinando com muita intensidade. Já estou pronto, à disposição da comissão técnica para poder jogar”, relatou.

Rigoni também falou sobre suas características dentro de campo. O argentino de destacou atuando pelos lados do ataque, mas foi utilizado como um segundo atacante em alguns momentos de sua passagem pelo futebol europeu.

“Me considero um ponta-direita, que pode jogar pelo lado. Gosto muito de jogar com espaço, em profundidade, e dar assistências. Nos últimos anos venho jogando muito por dentro, como segundo atacante, principalmente quando tem três volantes. A verdade é que gosto muito. Tenho essa variação de poder jogar por dentro e por fora. Gosto muito de jogar pelo lado, mas também me senti bem atuando pelo meio”, explicou.

O jogador ainda disse que conversou com a comissão técnica do São Paulo sobre qual será sua função na equipe. De acordo com o argentino, a tendência é que ele seja aproveitado tanto por dentro como pelos lados.

“Sim, tive a possibilidade de conversar com a comissão técnica sobre a posição que eles pretendem para mim. É o que falei antes, tanto por fora, caso precisem em algum momento, e também pensaram em me fazer jogar por dentro como segundo atacante. Posso fazer as duas funções sem problemas, tanto por um lado quanto por outro”, pontuou.

Rigoni assinou contrato com o São Paulo até o dia 30 de junho de 2024, com a possibilidade de renovação por mais um ano. O meia-atacante já treina com o elenco tricolor desde sábado e rasgou elogios ao nível do futebol brasileiro.

“O nível do futebol brasileiro, para mim, é top. Existem jogadores de muito nível técnico e habilidade. Nos treinamentos me surpreendi muito com jovens que têm capacidade técnica e habilidade. Seguramente vou aproveitar e aprender muito”, disse.

Por fim, o novo reforço falou sobre a possibilidade de voltar a vestir a camisa da Argentina. Rigoni teve uma rápida passagem por sua seleção em 2017, enfrentando o Peru, pelas Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo de 2018, e a Nigéria, em um amistoso.

“O que pode me deixar mais perto de jogar pela seleção argentina é o clube. É um clube muito grande, se fizer as coisas bem e tiver o rendimento que espero, certamente terá essa possibilidade. Obviamente vai ser um conjunto meu com a comissão técnica e a equipe. Sem dúvida, eles me ajudarão muito na adaptação. Mas o que me deixa mais perto de voltar a vestir a camisa da minha seleção é fazer as coisas bem aqui”, concluiu.

Rigoni é o sétimo reforço do São Paulo para esta temporada. Também foram contratados o zagueiro Miranda, o lateral Orejuela, os meio-campistas William e Benítez e os atacantes Bruno Rodrigues e Eder. Além deles, o uruguaio Facundo Milán também acertou com o clube, mas para defender o time sub-20.

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