Esportes

Presidente do Santos recua sobre paralisação e dá exemplo de custo milionário contra a covid

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Gazeta Esportiva

6 de março de 2021 - 00:23 - Atualizado em 6 de março de 2021 - 01:00

Após sugerir a suspensão do futebol devido a pandemia da covid-19, o presidente do Santos, Andres Rueda, recuou. Na noite desta sexta-feira, o mandatário mostrou preocupação com a questão financeira e elogiou os protocolos montados pelas entidades esportivas contra a proliferação do vírus.

“Eu dei uma opinião pessoal, como cidadão. Com quase duas mil mortes por dia, vírus que parece incontrolável… Achava, sim, pelas informações que temos, que, se todo mundo se resguardasse por 15 ou 20 dias, com vacinação massiva, ajudaria muito. Coloquei que qualquer coisa para salvar uma vida deve ser feita. Como presidente, sei que é horrível em matéria financeira, campeonato em si. Federação, CBF e Conmebol montaram protocolo rígido para manter o futebol isolado nesse sentido”, disse o mandatário em entrevista à Santa Cecília TV.

E, para tentar proteger um pouco mais os profissionais do Alvinegro Praiano, Rueda afirmou que o Peixe contratou dois novos infectologistas e que, a partir deste sábado, a maioria dos funcionários irá trabalhar de casa.

“Não podemos esquecer que jogadores não ficam sempre no clube. Tivemos todo nosso elenco com covid, agora a cepa nova… Pode haver reinfecção, isso preocupa. Contratamos ontem dois infectologistas para melhorarem nosso protocolo, no CT e na parte administrativa. Temos que enfrentar nosso problema. Federações e governo precisam decidir e a gente acatará. E deixo claro: tudo que for possível para mitigar, será feito. A partir de amanhã, entraremos em home office. Pouquíssimos funcionários trabalharão fisicamente. Faremos o que for possível para ajudar a controlar essa situação”, acrescentou.

O presidente ainda revelou que o Santos terá um custo milionário para estrear na Libertadores de 2021. Isso porque o primeiro compromisso do Peixe será na Venezuela, diante do Deportivo Lara, pela Segunda Fase da competição, nesta terça-feira. Conforme disse o mandatário, o clube precisará desembolsar cerca de R$ 1 milhão para fretar um avião até o local, e, diferentemente dos últimos anos, a Conmebol não ajudará os times.

“A sociedade está dividida: tem quem quer que pare e os que acham que tem que continuar. E, no futebol, não é diferente. Lado econômico e medidas a serem tomadas oneram muito o clube. Um dado interessante: nosso jogo na Venezuela, segundo na Libertadores, contra o Deportivo Lara. A Conmebol exige que clubes viagem em voo fretado. Há uma bolha, com garantia de testes PCR. O custo até Caracas beira R$ 1 milhão para fretar. Até ano passado, a Conmebol ajudava em percentual, não total. Agora, é por conta e risco do clube”, finalizou.

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