Bastidores

Presidente do Cruzeiro rebate acusação de desvio no clube: “Se tem provas, que vá à polícia”

Gazeta
Gazeta Esportiva

2 de dezembro de 2020 - 15:38 - Atualizado em 2 de dezembro de 2020 - 16:45

Sérgio Santos Rodrigues, atual presidente do Cruzeiro respondeu as acusações do ex-dirigente do clube, Léo Portela, sobre um suposto esquema de desvio de materiais esportivos. Em entrevista à rádio 98FM, o cartola rebateu a denúncia: “Se tem provas, que vá à polícia”.

“Quando a gente chegou aqui em primeiro de junho, houve uma denúncia. Todo dia chega uma denúncia. Desvia isso, ganha dinheiro naquilo… Nós criamos ouvidoria para isso, compliance, e a gente vai fundo nisso. Eu falei: ‘Léo, que denúncia é essa?’. ‘Ah, tem um cara aqui que compra material de funcionário do Cruzeiro’. Vamos fazer um contraponto sem saber quem era. Todos os funcionários do Cruzeiro ganham material. Ele pode vender o material dele. São cotas dadas à diretoria. Se você sair aqui e vender o seu, é problema seu. Está vendendo o que lhe é de direito. Se for só isso, é muito fraco. Acho que você tem que buscar, ir à Polícia, ver se alguém depõe, grava um vídeo dele comprando. Ele tinha simplesmente um cara que falou que comprava, com um print que supostamente um funcionário do Cruzeiro estaria oferecendo. Não tinha prova nenhuma”, afirmou o presidente do Cruzeiro.

“Por que me surpreende isso? Não vou tirar a investigação de ninguém, pelo contrário. Qualquer superintendente do Cruzeiro sempre teve autonomia completa. Só falei que conduza a coisa de forma correta, porque eu quero tirar o Cruzeiro da página policial para colocar na esportiva, nós vamos ficar fomentando publicamente isso? Se você tem provas, vá à Polícia, você é um deputado, já ajudou nas investigações, isso você pode fazer sem problema nenhum”, acrescentou o cartola.

“Mesmo não estando aqui, se ele tem essas provas robustas, porque eu não tenho, na minha mão não está, ele tem a obrigação de ir até a Polícia Civil e pedir para instaurar um inquérito com essas provas. Falar é muito fácil, já parece que vai tomar processo, parece que já tomou alguns outros. Eu não posso é prejulgar. Repito: investigamos sim, procuramos saber, vimos falhas de sistema, por exemplo, a câmera do almoxarifado estava desligada. Ligamos a câmera, temos mecanismos para essas coisas não aconteceram. Mas isso é de junho, julho. Por que não foi falado antes? Surpreendentemente, vem depois de uma derrota dentro de casa. Por que não foi falado quando o Cruzeiro estava bem? Na nossa investigação interna, não chegamos à conclusão que ele chegou. O que ele tem, que eu saiba, que eu tenho também, é o depoimento de um cara que comprava camisa de gente que trabalha no Cruzeiro, e não é o Benecy. Um cara falou isso, ótimo. Vamos para a polícia. Mas o cara não quer ir para a polícia”, concluiu Sérgio Santos Rodrigues.

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