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Petraglia vê injustiça no planejamento da CBF para o Brasileirão

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Petraglia vê injustiça no planejamento da CBF para o Brasileirão

26 de junho de 2020 - 17:28 - Atualizado em 26 de junho de 2020 - 17:28

Mario Celso Petraglia, presidente do Conselho Deliberativo do Athletico-PR, é conhecido por seu gênio forte e a postura firme. Desta vez, ele se colocou contra a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) em um dos pontos discutidos para a realização do Campeonato Brasileiro a partir do início de agosto. O dirigente não concorda que os clubes tenham que levar os jogos como mandantes para fora da cidade caso as autoridades locais não liberem eventos esportivos devido ao coronavírus.

Segundo o mandatário, a entidade máxima do futebol brasileiro está colocando um peso em cima dos clubes que estão impedidos de treinar por uma determinação do município ou do estado. “A CBF pôs em votação com 80% das cidades estando liberadas. As que, porventura, estiverem impedidas para treinamentos e jogos, o problema será do clube, que encontre uma outra cidade para treinar e jogar”, disse, em entrevista à Tribuna do Paraná/Gazeta do Povo,.

(Foto: Divulgação/CAP)

Para Petraglia, essa medida cria uma situação desequilibrada, pois, fora de suas cidades, os clubes teriam desvantagens dentro e fora de campo, citando o Athletico-PR, clube que comanda. “Não podemos aceitar que o Athletico, como proposto pela CBF, vá treinar e jogar fora da sua cidade e estádio. O prejuízo técnico, performance e financeiro seria muito grande. Como temos as principais capitais liberadas, ou prestes a serem liberadas, caso de São Paulo, no nosso entendimento é totalmente injusto o início do campeonato com essa determinação”, argumentou.

Nesta quinta-feira, representantes dos 40 clubes das Séries A e B se reuniram em uma conferência online e ficou estabelecido que os torneios começarão no fim de semana dos dias 8 e 9 de agosto.

A questão do mando de jogos em cidades que estão proibidos eventos esportivos ainda está aberta. Contudo, se 80% dos clubes concordarem com a proposta da CBF em levar a partida para outro município caso haja proibição, os contrários terão que acatar com a decisão.

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