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Participações diretas de Sánchez em gols do Santos despencam em 2020

Redação RIC Mais
Redação RIC Mais

27 de abril de 2020 - 00:00 - Atualizado em 27 de abril de 2020 - 00:00

Por mais que tenha apresentado sinais de evolução, o Santos de Jesualdo Ferreira ainda não engrenou em 2020. A irregularidade da equipe dentro de campo passa muito pelas atuações pouco consistentes de Carlos Sánchez, que foi essencial para o Peixe na temporada passada.

Até o momento, o meio-campista uruguaio disputou 11 partidas pelo Alvinegro Praiano neste ano. Sánchez marcou um gol na vitória sobre o Botafogo-SP, pelo Campeonato Paulista, e deu a assistência para Lucas Veríssimo marcar de cabeça o tento que garantiu o triunfo do time sobre o Delfín, pela Libertadores.

Sánchez ainda busca encontrar seu melhor futebol em 2020

Quando comparados às estatísticas de 2019, os dados do jogador nesta temporada decepcionam. Em seus onze primeiros jogos do ano passado, Sánchez balançou as redes quatro vezes e colaborou com duas assistências. Assim, o número de participações diretas em gols diminuiu de seis para duas, uma queda de quase 70%.

Considerando o número total de gols marcados pelo Santos nas duas temporadas neste recorte de 11 jogos, ainda é observada uma diminuição da participação de Sánchez. Em 2019, o meia esteve envolvido diretamente em seis dos 24 tentos do Peixe nessa amostragem, uma influência de 25%. Já neste ano, na mesma quantidade de partidas, o jogador registra duas participações diretas em 13 gols, baixando essa taxa para 15,3%.

Como Jorge Sampaoli adotava a estratégia de rodízio do time titular e de esquema tático a partir das características do adversário, Sánchez atuou em diversas posições em 2019. O uruguaio chegou a exercer funções mais recuadas, como segundo volante, assim como foi armador e, até mesmo, ponta-direita.

Já nesta temporada, Jesualdo opta por escalar sua equipe distribuída em um 4-3-3 em todas as partidas. Nessa formação, Sánchez divide com Pituca a responsabilidade de armar a equipe, encostando no trio de frente, que atua de maneira menos posicional do que o Peixe de Sampaoli.