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Maratona x falta de ritmo: São Paulo e River em situações distintas para retorno da Libertadores

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Gazeta Esportiva

15 de setembro de 2020 - 06:00 - Atualizado em 15 de setembro de 2020 - 06:30

A Copa Libertadores voltará a ser disputada nesta semana, depois de seis meses de paralisação. São Paulo e River Plate fazem seus retornos nesta quinta-feira, às 19h, quando duelam no Morumbi em situações distintas. Enquanto a equipe brasileira vive uma maratona de jogos, os argentinos terão que superar a falta de ritmo.

Com as competições liberadas para retorno há quase dois meses no Brasil, o São Paulo já acumula 13 partidas após a paralisação. O Tricolor encerrou a participação no Campeonato Paulista ainda em julho e já no mês seguinte iniciou os compromissos pelo Campeonato Brasileiro.

Desde então, os comandados de Fernando Diniz vivem uma maratona com dois jogos por semana e com pouco tempo de treinamento. O maior período de descanso que a equipe são-paulina teve entre uma partida e outra foi de quatro dias.

Se, por um lado, a sequência de jogos faz com que o time chegue desgastado fisicamente para o confronto, por outro, Fernando Diniz pôde fazer testes e ainda dar rodagem para atletas jovens, como a dupla de zaga Diego e Léo, o meia-atacante Gabriel Sara, além de Brenner, que deve substituir Pablo – dúvida com lesão na lombar – e Luciano – suspenso – no ataque.

Do lado contrário do confronto, o River Plate não entra em campo para uma partida desde a goleada sobre o Binacional, ainda em março, também pela Libertadores. Desde então, o futebol foi paralisado e as competições no território argentino ainda não foram liberadas.

Enquanto os estaduais e até as competições nacionais já estavam em marcha no Brasil, o país vizinho manteve-se com medidas rígidas de distanciamento social. Dessa forma, os treinos presenciais para os clubes argentinos só foram permitidos a partir da segunda semana de agosto.

Não bastasse a falta de ritmo de jogo, a equipe de Marcelo Gallardo terá diversos desfalques em relação ao time de antes da paralisação. A começar pelas saídas de estrelas como Juan Quintero e Ignacio Scocco. Outros que se despediram foram os zagueiros Kevin Sibille e Franco Paredes, além do meia Enzo Fernández. Os argentinos ainda têm as baixas de Lucas Pratto, ex-São Paulo, lesionado, e Milton Casco, lateral-esquerdo titular, que foi diagnosticado com covid-19.

Apesar das diferenças de momento, na tabela os dois times estão empatados com três pontos, juntos com LDU e Binacional no Grupo D. Todos conquistaram uma vitória em duas rodadas disputadas. Com o melhor saldo de gols, o River lidera a chave, enquanto o São Paulo é o segundo, seguido pelos equatorianos, na terceira posição, e os peruanos na lanterna.