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Mancini nega favoritismo e prega agressividade do Corinthians na Copa do Brasil

Gazeta
Gazeta Esportiva

27 de outubro de 2020 - 15:18 - Atualizado em 27 de outubro de 2020 - 16:45

O Corinthians se prepara para iniciar sua trajetória na Copa do Brasil nesta quarta-feira, quando recebe o América-MG pelas ida das oitavas de final. Para o técnico Vagner Mancini, a palavra de ordem é agressividade.

Com uma semana de treinamentos após a vitória contra o Vasco no Campeonato Brasileiro, a equipe terá a chance de mostrar ao treinador que evoluiu dentro das novas ideias de jogo: mais agressividade e pressão sem posse e verticalidade com a bola no pé.

“Não tenho algumas peças nesse jogo, não tenho Fábio Santos, Otero, Mantuan, tenho dúvidas sobre Piton e Jô, então podemos ver um time diferente, mas vai buscar o gol desde o início. O Corinthians tem que jogar de forma agressiva, importante que o torcedor veja isso e tenha uma identificação; a partir daí saberemos que estamos no caminho certo”, contou Mancini em entrevista coletiva desta terça-feira.

“Temos que iniciar buscando a vitória desde o primeiro instante, o Corinthians vai sair para cima do América, é a minha maneira de trabalhar e venho passando isso para os atletas. Do outro lado, o time vai buscar erros do Corinthians e qualquer erro pode ser fatal”, seguiu.

Na 13ª colocação da Série A, o Alvinegro encara o vice-líder da Série B, que vem de cinco vitórias seguidas na competição.

“Acho que o América no seu mundo vive um excelente momento, o Corinthians no seu mundo vive uma temporada de oscilação, acho que dificilmente não vamos oscilar porque é um reinício de trabalho no meio da temporada, mas espero que a maturidade, o laço dos atletas façam com que eles consigam entender rapidamente o que vem sendo montado em campo”, explicou Mancini.

“Não vejo favorito, acho que o Corinthians tem a vantagem por jogar em casa, e o equilíbrio do jogo pelo fato do América estar em um bom momento. Espero dois jogos difíceis, equilibrados”, opinou.

Bem distante do título brasileiro e fora das competições sul-americanas, a Copa do Brasil passa a ser a única chance real de título do Corinthians no ano, assim como o caminho mais curto à próxima edição da Libertadores. Pela classificação à fase prévia do torneio sul-americano no ano passado, o Timão já entra nas oitavas de final da competição.

“A Copa do Brasil tem um sistema que me agrada muito, eu já tive oportunidades de defender outras equipes, e quando você tem a oportunidade de disputar, motiva todo mundo do clube. O efeito é muito rápido, tanto em alegria como em desgaste, o formato nem sempre ajuda a equipe mais forte. Em cima disso, precisa valer o fato de sermos o Corinthians, de jogar na Arena, de ter uma boa recompensa para o clube; temos que ter um time agressivo porque isso te deixa mais distante do imponderável”, concluiu Mancini.

O Corinthians recebe o América-MG nesta quarta-feira, às 21h30 (Brasília) na Neo Química Arena. A volta acontece no próximo dia 4 de novembro, no Independência.

Prioridades e rodízio

“Lógico que é um caminho mais curto, estaria mentindo se não enxergasse dessa forma. Mas no momento que estamos não conseguimos priorizar nada, a prioridade do Corinthians agora é jogar melhor. Só poupo atleta se eu perceber que o atleta está caindo fisicamente ou está perto de lesão. Mas fazer rodízio de jogadores é importante quando você está encontrando a equipe, a partir do momento que você encontrar, não consigo dizer qual é mais importância (Brasileiro e Copa do Brasil). Diferente quando você está no Estadual. Não gosto muito de tirar jogador simplesmente pelo olho, tem gente que faz isso, respeito, mas acho que o jogador tem capacidade sim de jogar com tudo o que os clubes têm a disposição. Quando você prioriza algo, também deixa de lado algo e não quero deixar essa impressão. O Corinthians tem que dar o máximo em tudo, o melhor é pensar jogo a jogo”

Jemerson

“Não sei de nenhum tipo de evolução porque isso ainda caminha na parte administrativa, quando algum atleta for anunciado eu passo a falar sobre”

Seguimento da temporada e na Copa do Brasil

“Se de uma lado a gente tem um retrospecto que jogue contra, tem também a abertura de um novo ciclo, podemos escrever uma história diferente até o fim da temporada. A importância de usarmos esses sete dias, muito trabalho, entrega, mas sem passar do ponto. Tudo vem sendo feito com inteligência, sabendo como temos que reavaliar o que foi feito pelos atletas e entender que vamos ter que passar por todas essas equipes para chegar onde queremos chegar. Porque os mais fortes vão passar, quem está jogando o melhor futebol tem mais chance e se você fizer parte deste grupo já mostra que está em um patamar diferente”

Chegada de Fábio Santos e chance de Piton jogar na segunda linha

“A vinda do Fábio Santos é importante porque é um atleta vencedor no clube, tem um nível de jogo muito interessante e também porque ele ajudaria no crescimento do Piton. O Piton é um menino inteligente, que sabe muito bem o seu potencial e que vinha desgastado em que muitas vezes ele jogou com dores localizadas, mas que não pediu de maneira alguma para sair. Fez bons jogos desde que eu cheguei, teve que parar um pouco com a chegada do Fábio Santos, descansamos um pouco ele. É uma vinda pensada, para que possamos aprimorar o jovem com uma figura experiente. Isso vai acrescentar na carreira do Piton.

Pode acontecer sim (segunda linha). Estou há 15 dias no clube, pouco tempo para conseguir tirar o máximo dos atletas, quando você tem a possibilidade de mudar um sistema ou fazer com que um atleta jogue em uma função diferente, você gera dificuldade ao adversário. Pode acontecer, mas no primeiro momento acho que não, preciso ter conhecimento completo do grupo para fazer mudanças como essa”

Futuro de Araos 

Todos estão nos planos (Araos). Na minha chegada, a primeira coisa que falei internamente é que a primeira função do treinador é recuperar todos os jogadores. Muito fácil chegar e pedir jogadores. Vai onerar o clube e vai colocar em xeque quem já estava lá. Então eu parto desse preceito. Essa é uma função que tenho extremo carinho e já vejo evolução nos jogadores dentro da maneira de jogo que eu quero. E diante deste quadro consigo avaliar melhor os atletas. O Araos não foi relacionado assim como outros atletas, este período agora também serve para que eu teste algumas situações. Alguns vão ficar de fora porque não posso levar todo mundo, mas a partir do momento que tiver uma brecha, o atleta tem que estar preparado para aproveitar”

Retorno de Mantuan

“Sobre o Mantuan, importante que a gente saiba analisar muito bem o que ele fez na partida. Espero contar com ele sim no jogo do Internacional e que aquele jogador que entrar contra o América-MG consiga entender o que estamos pedindo e tenha um grande desempenho”

Evolução do Corinthians

“Não tenho dúvida que deve ter melhorado porque tivemos tempo para fazer coisas que a sequência de jogos não te permite. Quando tem 7 dias descansa o atleta e pode gerar ganho em algumas valências. Não estou dizendo que o Corinthians está mal fisicamente, houve uma mudança de metodologia, e os estímulos que eu peço dentro de campo são diferentes dos que eles faziam, isso gera uma desestabilidade física. Agora estão começando a entender uma nova forma de jogar, a partir do momento que rouba a bola ter mais verticalidade, é o jeito que vejo futebol. Preciso dar tempo para o jogador entender, e quando ele faz isso rapidamente ele vai cansar. Cai de produção no segundo tempo porque vinha fazendo uma coisa durante a temporada e agora tem que fazer outra. Mas esperamos melhorar isso”

Evolução de Vital

“Não gostamos muito de falar individualmente porque às vezes você expõe uma coisa, chega no jogador e ele acaba entendendo outra. Vital sabe fazer várias funções, é dotado de uma capacidade técnica que consegue jogar em qualquer setor do campo, porém o treinador tem também o trabalho de melhorar o atleta, isso também se encaixa a ele. Temos uma série de jogadores com uma mesma característica, mas precisamos trabalhar para ter uma coisa ou outra (construção ou finalização). Importante gerar para ele a convicção do chute, da tirada, às vezes você pega uma pedra bruta e vai lapidando. O atleta melhora a partir do momento que é estimulado, e pretendo fazer isso. Se eles estão no Corinthians é porque em algum momento mostraram futebol para estar aqui, então temos que gerar confiança”

Risco de rebaixamento

“Não tenha dúvida que o risco existe (rebaixamento). Há 15, 20 anos você tinha as cartas mais marcadas no Brasileiro, ao longo desses anos o futebol foi ficando mais equilibrado, hoje todo mundo estuda futebol, todo mundo joga de uma forma mais compacta. Escuto gente falando que o futebol está mais chato, é porque está mais nivelado. Eventualmente teremos grandes embaixo por conta desse equilíbrio. Você tem que se planejar de uma forma muito eficaz para que sofra pouco durante o ano, porque assim você pode entrar no Brasileiro sem sofrer riscos. Quando você entrar precisando ajustar, como foi o meu caso aqui – e não estou reclamando, sou grato pela oportunidade – você tem que identificar e resolver os problemas. A melhor maneira é encarar, encontrar unidade para que todos combatam da mesma forma, para que você possa minimizar esses erros, sair dessa zona que gera desconforto. Temos que fugir para parar de ser alvo, a partir daí você passa a buscar outras coisas no campeonato”

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