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Julio Casares comenta situação financeira do São Paulo: “Precisamos inverter esse circo”

Redação RIC Mais
Redação RIC Mais

14 de junho de 2020 - 19:18 - Atualizado em 16 de junho de 2020 - 10:11

A situação financeira do São Paulo não é nada agradável. Em 2019, o Tricolor apresentou um déficit de R$ 156 milhões, o segundo pior entre todas as equipes da Série A do Campeonato Brasileiro, superando apenas o do rival Corinthians, de R$ 177 milhões. Candidato à presidência do clube do Morumbi, Julio Casares opinou sobre a delicada circunstância.

“O São Paulo precisa de austeridade financeira, realinhamento da dívida e alongamento dessa dívida para que você consiga estabelecer, junto aos credores, um maior prazo para que tenha oxigênio financeiro no custeio do dia a dia”, afirmou o candidato em live no Instagram da página São Paulo News.

Candidato à presidência do clube, Julio Casares é conselheiro e ex-diretor de marketing do São Paulo

As eleições no São Paulo estão marcadas para o mês de dezembro, um mês depois da renovação no Conselho Deliberativo. Julio Casares, que já lançou sua candidatura, também comentou sobre as vendas de jogadores formados no clube, que tem sido um alívio financeiro nos últimos tempos.

“A base do São Paulo é o grande ativo do clube. É a base que vem salvando o São Paulo quando consegue uma venda de um jogador, com vários milhões de euros. Mas isso não nos contenta, porque esses jogadores não dão, esportivamente, alegria para o São Paulo. O David Neres, por exemplo, jogou oito partidas e foi embora. Para a gente inverter esse circo, precisamos garantir uma saúde e respiração financeira. Isso leva tempo, é filosofia, trabalho e insistência, mas é o que vamos fazer, com muito critério técnico”, disse.

Casares ainda falou sobre uma possível separação entre a área social e o departamento de futebol do São Paulo.

“Existe (um plano de desvinculação), está no nosso plano de gestão. É uma separação de autonomia administrativa. Hoje, o social está associado diretamente com a gestão do clube. Nós vamos reverter isso. Não é uma separação jurídica tributária porque isso pode render prejuízo para o São Paulo. Não é uma coisa simples e será discutido”, concluiu.