Corinthians

Jô diz que Corinthians está longe do ideal, e explica dificuldade física

Gazeta
Gazeta Esportiva

28 de dezembro de 2020 - 19:20 - Atualizado em 28 de dezembro de 2020 - 23:45

O Corinthians está invicto há seis jogos, vem de três vitórias seguidas e, nesse período, levou apenas um gol. Apesar da ascensão, no discurso de um dos principais líderes do elenco alvinegro não há nenhum tom de empolgação. Muito pelo contrário.

“Ainda não é o ideal, está longe de ser o ideal, mas já é uma melhora muito grande do começo do Brasileiro para agora. Já temos uma posse de bola melhor, já conseguimos agredir o adversário com certa frequência, chances de gols. Agora é trabalhar para aproveitar essas chances de gols, mas é uma equipe que já começa a sonhar, sonhar com Libertadores, que é o que está mais próximo, G4, G6, G7, dependendo do que vai acontecer na Copa do Brasil”.

A declaração é de Jô e foi dada à TV Gazeta, com exclusividade, nesta segunda-feira.

Durante participação no Gazeta Esportiva, o centroavante falou mais sobre o trabalho de Vagner Mancini.

“Uma evolução muito grande, o Mancini tem uma maneira de trabalhar, uma filosofia de trabalho, de jogo, muito interessante, e a gente conseguiu pegar isso rápido”.

“A confiança voltou. Quando você tem confiança, as jogadas começam a sair com mais naturalidade, e o trabalho do professor Mancini também. Ele tenta, é o que esses treinadores mais jovens tanto pedem, que é marcar bem, mas não hesitar de jogar, de atacar. Tem que ter uma defesa forte, sim, mas ter coragem de atacar. A gente passou a acreditar no elenco, que tem jogadores fantásticos, jogadores que têm história no futebol”.

Desempenho individual

Jô também aproveitou para explicar um pouco da sua oscilação na temporada. O jogador de 33 anos, assim como o time, ainda tem muito a melhorar, principalmente na questão física e de ritmo. E essa dificuldade em reviver um desempenho mais próximo do que teve em 2017, com a camisa do Timão, não é a toa.

“Realmente foi difícil para mim. Muitos podem ter visto um começo meu pelo fato de eu ter feito gol na estreia, gol na final (do Paulista), depois fiz gols nas rodadas iniciais do Brasileiro, mas, fisicamente, eu não estava no ideal. Eu estava vindo de sete meses sem jogar. O ideal era eu fazer 20 dias de preparação física, mas teve a lesão do Boselli (que fraturou o rosto), tive que acelerar essa reestreia”.

“Com um pouco de experiência e força de vontade, acabei fazendo praticamente 13 jogos seguidos, 90 minutos, isso sobrecarregou, depois veio a covid, mas foi até bom para eu recuperar da panturrilha, e agora consigo faze melhor o pivô, abrir o espaço, fazer a tabela, já sinto que a cada jogo isso vem melhorando. O torcedor talvez não entenda isso, e com razão, quer o resultado imediato, mas houve alguns problemas, e agora que eu estou conseguindo ter uma sequência”.

Jô e todo o elenco do Corinthians terá tempo de sobra para fazer os ajustes necessários, afinal, a equipe só voltará a campo dia 13 de janeiro, quando enfrentará o Fluminense, pela 29ª rodada do Brasileirão.

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