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Ítalo Ferreira relembra origens e analisa prova que lhe garantiu o ouro no surfe

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Gazeta Esportiva

27 de julho de 2021 - 09:00 - Atualizado em 27 de julho de 2021 - 09:15

Na madrugada desta segunda-feira, Ítalo Ferreira conquistou a medalha de ouro no surfe masculino nos Jogos Olímpicos de Tóquio, superando o japonês Kanoa Igarashi na final. Após o resultado histórico, o brasileiro relembrou suas origens, destacou sua perseverança e falou sobre o sonho realizado.

“Realmente vem muitas memórias na cabeça: vem a minha família, a minha avó, que já se foi e que queria muito que ela estivesse aqui vendo o que estou fazendo. Fazendo o meu esporte, crescendo como pessoa e ajudando aqueles que estão ao meu lado”, afirmou Ítalo.

“Essa é uma conquista incrível para a minha carreira como profissional, mas no pessoal é ainda mais importante: olhar pra trás, ver da onde vim, com quem cresci, aqueles que estavam ao meu lado e acreditaram em todos os momentos. Acho que a parte mais difícil era lá no passado: acreditar, perseverar, treinar. Hoje só vivo um sonho e tenho que aproveitar cada oportunidade”, completou.

Ítalo também analisou a sua trajetória até o ouro, falando sobre as dificuldades apresentadas pelo contexto do mar e o duelo com Kanoa na final.

“A competição é sempre um desafio. Sabemos que vamos entrar e fazer o nosso melhor, mas no meio do caminho tem diversas barreiras que precisamos superar, acreditar até o final. Realmente foi um campeonato diferente. Todos os atletas chegaram aqui imaginando que teríamos ondas pequenas e, uma semana antes, vimos o tufão, vieram as ondas de 1,5 e 2m na série, o que era totalmente diferente do que eu tinha imaginado. Trouxe equipamentos diferentes, e minha última prancha era mais ou menos até”, disse Ítalo.

“Quebrei a prancha boa na primeira onda e tive que mudar a tática de surfar, quando vi que o Kanoa não estava indo bem. Tentei também um aéreo que quase destruiu o meu joelho. Competir é sempre um desafio, ainda mais no mar. Não temos controle. A parte boa é que tem muita oportunidade e você se mexe bastante, pega muita onda, coloca o adversário na pressão sempre, vai criando boas notas… E é bom competir assim, gosto de competir dessa maneira. Foi um evento especial, sem dúvida”, finalizou.

Mais cedo, Gabriel Medina perdeu a disputa pelo bronze para o australiano Owen Wright e encerrou a sua participação nos Jogos Olímpicos de Tóquio sem conquistar uma medalha.