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Isaquias lamenta não proporcionar uma medalha ao estreante Jacky na canoagem

Gazeta
Gazeta Esportiva

3 de agosto de 2021 - 01:37 - Atualizado em 3 de agosto de 2021 - 03:00

Medalhista de prata em 2016 no C2 1000m da canoagem de velocidade, Isaquias Queiroz não conseguiu repetir o feito nos Jogos Olímpicos de Tóquio. Desta vez, ele contava com um novo parceiro, Jacky Godmann, e lamentou o fato de não ajudar o companheiro a subir no pódio olímpico. Nesta terça-feira, a dupla cruzou a prova na quarta colocação.

No Rio de Janeiro, Isaquias conquistou o segundo lugar na prova ao lado de Erlon de Souza, que está lesionado e não conseguiu disputar os Jogos em Tóquio. “Depois da semifinal eu me emocionei por ter chegado até aqui com o Jacky, pois estamos faz pouco tempo juntos. Queria que ele subisse no pódio olímpico pela primeira vez. Brasileiro não desiste nunca, viemos para cá para brigar e vamos continuar treinando”, avisou Isaquias, que fez um balanço positivo da competição.

“A gente fez o que tinha o que fazer. A gente foi bem, queríamos a medalha, mas para a gente que treinou pouco tempo, um quarto lugar é uma boa colocação. Mas queríamos mais. Não é nem pela prova que eu falo que íamos brigar por medalha, é pelo nosso treino e esforço. A gente sabia que tinha quatro ou cinco barcos brigando por medalha. Sabíamos que estávamos bem, nos dedicamos ao máximo, brigamos até o final. Tivemos apoio da família, do COB, das pessoas. E queríamos retribuir esse carinho”, completou.

Apoiado pelo parceiro mais experiente, Jacky Godmann destacou a satisfação de disputar os Jogos Olímpicos pela primeira vez. “São meus primeiros Jogos Olímpicos. A gente estava bem, um pouco sem visão do adversário, mas não conseguimos nos impor. Demos o nosso máximo, mas não veio a medalha olímpica. Estou muito feliz de estar aqui. Treinamos para isso, mas infelizmente não veio”, disse.

Em relação ao futuro, Isaquias vai esperar encerrar a participação em Tóquio para analisar as possibilidades. “Não veio dessa vez, mas iremos sentar, avaliar tudo e continuar o planejamento pensando em Paris 2024. Lá vai ser diferente, a prova vai ser curta, Paris vai ser 500m. Mas agora não é hora de pensar nisso, agora é a hora de virar a chave e focar no C1 1000m daqui a dois dias”, disse Isaquias que falou da importância do seu técnico. “O Lauro não me deixou parar, não me deixa diminuir o ritmo. Ele me estimula”, afirmou.