Bastidores

Há um ano, Roberto Diomedi iniciava “pausa” em negociação com o Santos

Redação RIC Mais
Redação RIC Mais

28 de abril de 2020 - 00:00 - Atualizado em 28 de abril de 2020 - 00:00

Roberto Diomedi “sumiu” após série de publicações iludindo o torcedor do Santos (Divulgação)

O torcedor do Santos vivia a expectativa do investimento de Roberto Diomedi, CEO do Bolton Group, há um ano. E hoje não se fala mais no assunto.

O italiano iniciou em abril de 2019 o “sumiço” na negociação com o Peixe, com seguidas justificativas para não vir ao Brasil. Enquanto isso, já havia construído uma rede de seguidores do Alvinegro e divulgado a empresa.

A publicação no Linkedin sobre o “acordo” com o Santos faz parte de um perfil excluído, assim como a conta no Twitter. E o último post no Instagram ocorreu em novembro de 2019 – até hoje santistas cobram o empresário pelo dinheiro para a nova Vila Belmiro.

O presidente José Carlos Peres chegou a ir até Dubai, em março, e ficou otimista por um acerto pelo estádio e um centro de treinamento para as categorias de base.

“Ele não sumiu! Apenas deu uma parada no assunto. Mas eu nunca desisto dos meus sonhos”, disse Peres, à Gazeta Esportiva. 

A reportagem também tentou contato com Diomedi – sem sucesso. Membros da diretoria ouvidos pela Gazeta admitem a mudança de postura do agente de criptomoeda do primeiro contato a “pausa no assunto”, motivada também pela investigação do Ministério Público de Minas Gerais para uma suposta participação de Stefano Cionini, ex-diretor da Bolton na América do Sul, em esquema de pirâmide financeira.

Roberto Diomedi fez essa publicação no penúltimo aniversário do Santos, já ameaçando desistir.

“A raça humana é realmente incrível, quanto mais você tenta fazer coisas, mais há alguém que procura encontrar algo obscuro. Por que tem que haver necessariamente algo errado, algo negativo? Mesmo se você colocar todo o esforço possível, sem pedir nada a ninguém?

Quando assinamos o primeiro acordo com o presidente Peres ficamos todos comovidos e convencidos de que havíamos começado algo grande, que ia além do simples negócio, porque também nos sentíamos como parte da família. Agora percebemos que, como em todas as famílias, há alguém tentando prejudicar o bom que os outros fazem. Provavelmente somos um incômodo para alguém, provavelmente alguns jornalistas preferem outras pessoas, outros investidores em nosso lugar, um grupo árabe liderado por um italiano talvez não é bastante para eles.

Simplesmente fazemos o nosso trabalho com muito empenho e paixão, sempre com o maior profissionalismo, essas são as qualidades que todos nos reconhecem, a mesma paixão que encontramos no santistas. Agora a questão é simples e merece uma resposta simples e sincera: Os santistas querem essa parceria ou não? Eles querem que, finalmente, alguém se interesse em realizar o sonho da nova arena?

Se isso for verdade, então por que os jornalistas, que deveriam ser profissionais, que deveriam fazer o seu trabalho honestamente, não querem nos dar pelo menos a oportunidade de apresentar as nossas ideias? Por que eles nos julgam sem nos conhecer? Se esta é a maneira de nos receber, talvez seja melhor pensar sobre isso antes de fazer esse casamento. Contudo eu teria esperado uma recepção diferente…

O Santos é a história do futebol mundial, uma história que existia antes de nós e que vai continuar com ou sem nós para dezenas e centenas de anos mais, assim como sempre existirão em todo mundo santistas apaixonados. Então, independentemente de tudo, eu parabenizo a todos e desejo o melhor para esta celebração, com a esperança de fazer parte da família, se não for como investidor, pelo menos como um simples fã apaixonado”.