Bastidores

Galiotte vê ansiedade normal e condiciona volta a aval médico

Redação RIC Mais
Redação RIC Mais

30 de abril de 2020 - 00:00 - Atualizado em 30 de abril de 2020 - 00:00

Com o futebol paralisado por conta da pandemia de coronavírus, Maurício Galiotte, presidente do Palmeiras, encara com naturalidade a ansiedade pela retomada dos campeonatos. Ao falar sobre o assunto, o mandatário do clube alviverde foi cauteloso.

“Só teremos condições de fazer com autorização das autoridades de saúde competentes e isso deve ser baseado em dados técnicos. Precisamos entender qual é a situação no momento em que vão existir essas autorizações. Se essa situação não existe hoje, é impossível”, disse Galiotte em entrevista ao Fox Sports.

Nesta segunda-feira, os clubes envolvidos na disputa do Campeonato Paulista participarão de conferência para falar sobre temas relacionados à pandemia de coronavírus. O evento foi agendado na última reunião entre os dirigentes, realizada em abril.

“Há uma ansiedade normal, que é inerente ao ser humano, pela importância do futebol. É normal pensar no retorno e isso, naturalmente, cria uma pressão. Recebo muitas ligações de pessoas ansiosas para saber quando o Palmeiras vai jogar, mas precisamos de responsabilidade. Tratamos com vidas, quem faz o futebol são as pessoas”, disse.

O Palmeiras decidiu interromper os trabalhos na Academia de Futebol no último dia 16 de março. Diante do agravamento da pandemia, o clube presidido por Maurício Galiotte deu férias a jogadores, comissão técnica e funcionários do departamento de futebol até esta quinta-feira.

“O futebol não pode voltar por pressão. Precisa retornar no momento certo, quando houver segurança para retomar as atividades. Precisamos de um ambiente seguro de trabalho para todos. Tivemos responsabilidade quando paramos e também precisamos ter responsabilidade para retornar as atividades”, reiterou Galiotte.