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Fagner vai pouco ao ataque e não se destaca em primeiros jogos com Sylvinho

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Gazeta Esportiva

5 de junho de 2021 - 07:00 - Atualizado em 5 de junho de 2021 - 07:30

O lateral-direito Fagner é um dos principais nomes do atual elenco do Corinthians. Multicampeão pelo clube, o camisa 23 se destaca pelas boas participações ofensivas, principalmente com cruzamentos e assistências. Nos primeiros jogos com o técnico Sylvinho, no entanto, o defensor pouco apareceu no ataque.

Nas duas derrotas para o Atlético-GO na última semana, Fagner não foi opção avançada pelo lado direito como de costume. No primeiro duelo, o jogador pouco avançou. Já no segundo, acabou aparecendo mais pelo meio, enquanto Gustavo Mosquito ficou aberto.

A falta do apoio do lateral foi muito sentida pelo Corinthians no momento dos cruzamentos. Segundo o Footstats, a equipe de Sylvinho levantou 70 bolas na área somando os dois confrontos, mas só 14,28% foram bem-sucedidas. Apesar do alto número, apenas quatro das tentativas saíram dos pés de Fagner.

No Campeonato Paulista, Fagner realizou, em média, 4,6 cruzamentos por partida, tendo efetividade de 39,28%. O aproveitamento foi o terceiro melhor entre atletas do Timão que entraram em campo mais de uma vez na competição. Apenas Lucas Piton, com 40%, e Luis Mandaca, com 42,86%, conseguiram números superiores.

Como não tinha sua principal referência no lado direito, o Corinthians priorizou as jogadas pela esquerda. A ideia, no entanto, não funcionou e o Atlético-GO pouco sofreu, principalmente no duelo válido pela Copa do Brasil. No mapa de calor do Footstats, ficou nítido como Fagner figurou mais no meio-campo e por qual setor o Timão preferiu atacar.

Mapa de calor do Corinthians (à esquerda) e de Fagner na goleada por 4 a 1 sobre a Inter de Limeira (Fotos: Reprodução/Footstats)

Após sua estreia como técnico do Corinthians, Sylvinho afirmou que Fagner não atuou mais recuado por uma orientação sua, mas sim por estar sendo marcado por um lateral-esquerdo de origem. O treinador ainda falou que vai utilizar as características ofensivas do camisa 23 no futuro.

“O Atlético-GO estava com o lateral-esquerdo Natanael em uma segunda linha, e ali parecia ser uma preocupação com o Fagner, poder fechar os espaços. Faltou um link em relação ao Fagner, mas não foi um pedido para que ele não apoiasse. O problema é que o atleta estava sendo acompanhado por um rival que é lateral-esquerdo. Ou seja, tinham dois jogadores com características defensivas daquele lado, o que limitou a ação dele. Não é nenhuma orientação. É um atleta vigoroso, com a parte ofensiva muito boa e que vai ser usada ao longo do campeonato”, disse Sylvinho em entrevista coletiva.

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