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Exclusiva: Jean Victor conta sobre começo no futebol, faculdade e o Paraná Clube

Jogador começou com 18 anos nas categorias de base, faz faculdade e é um dos mais regulares com a camisa paranista

Mariana
Mariana Becker
Exclusiva: Jean Victor conta sobre começo no futebol, faculdade e o Paraná Clube
Créditos: Rui Santos/Paraná Clube

14 de janeiro de 2021 - 11:24 - Atualizado em 14 de janeiro de 2021 - 17:39

Extremamente dedicado o lateral do Paraná Clube, Jean Victor, também é um dos jogadores mais regulares da equipe. Com 31 jogos pela Série B, o atleta é o segundo que mais esteve em campo na competição com a camisa paranista.

Jean sempre participou de escolinhas de futebol, mas foi somente aos 18 anos, depois de terminar o colégio que ingressou nas categorias de base de um clube de futebol. “Minha mãe só deixou eu sair de caso pro futebol depois de eu ter entrega o ensino médio pra ela. Assim que eu recebi meu diploma eu disse ‘está aqui mãe, agora eu vou atrás do meu sonho.”

Mesmo se dedicando ao futebol, o lateral não deixou de estudar. Quando subiu para o profissional em 2015 começou a cursar a faculdade de administração. Já na fase do trabalho de conclusão de curso, Jean deu uma pausa para focar essa reta final de competição pelo Paraná. “A gente tem que estar bem tanto dentro quanto fora do campo, sempre tem um tempinho de tarde ou de manhã, alternando entre os treinos que da pra você fazer aquele algo a mais. Eu sempre procuro fazer o algo a mais pra me ajudar dentro de campo e fora também. Eu acho super importante vocês estar sempre em evolução em qualquer âmbito da vida.”

Paraná Clube

O Paraná esteve no G-4 nas treze primeiras rodadas da competição, mas depois apresentou uma queda drástica de rendimento, vencendo somente três dos últimos 24 jogos.

“Acredito que em algumas partidas não fomos muito felizes na questão de chegar e finalizar no jogo. São aqueles pequenos detalhes, eu acho que conta muito o psicológico, nesses últimos jogos qualquer erro estava dando em gol e isso pesa pro psicológico da equipe.”

Além de ser o segundo jogador com mais minutos em campo, Jean também marcou dois gols em jogos importantes. O primeiro contra o Cuiabá, fazendo o segundo gol paranista no empate em 3 a 3 e na última partida contra o CSA, onde abriu o placar para a equipe paranista voltar a vencer.

“Desde o início eu pude ter atuações regulares ajudar o clube, na época a gente estava brigando lá em cima. Teve esse gol contra o Cuiabá que foi muito importante, ontem também foi em um momento que estava precisando, entre aspas abriu a porteira para que a gente pudesse dar aquela lavada de alma, a confiança voltar e ter uma atuação bastante consistente e regular como foi. É uma atuação dessas que dá força pra sair dessa situação e deixar o Paraná com a permanência na Série B.”

O Tricolor passou por quatro trocas de técnicos durante a competição, três delas aconteceram na segunda fase. Allan Aal saiu no fim do primeiro turno, Rogério Micale e Gilmar Dal Pozzo ficaram cerca de 30 dias no cargo. Faltando seis jogos para terminar a Série B, Márcio Coelho assumiu o time com a missão de manter o Paraná na segunda divisão. O novo treinador perdeu o primeiro jogo e venceu o segundo, restam quatro partidas para o término do campeonato.

“Já deu pra ver nos dois últimos jogos a cara que ele quer por no time, já deu pra ver essa mudança de atitude como contra o Náutico no quesito postura, porque o resultado não favorável pra gente. E ontem [contra o CSA] na postura e no resultado, acho que é isso que a gente tem que ter como foco, todos pensando onde pode melhorar ainda mais.”

Jean chegou na Vila Capanema já na época da pandemia e não teve o contato com os torcedor dentro do estádio, mas não deixou de receber o carinho pelas redes sociais. Na última partida parte da torcida esteve na Vila para apoiar a equipe após a vitória.

“A gente acompanha sempre eles incentivando a gente, ontem eu tive o gostinho a mais de ver a torcida de perto, no final do jogo eles foram lá apoiar e nesse momento o que a gente mais precisa é de apoio. Quando esse pensamento positivo vem de fora pra dentro a gente sente a diferença, estamos dando a vida dentro de campo, com muita raça e muita vontade pra ajudar o clube a sair dessa situação.”

E o jogador finaliza: “Essa vinda pro Paraná foi muito importante pra mim, é um clube que eu me identifico muito e que eu vou levar pro resto da vida.”

O Paraná precisa vencer três das quatro partidas que restam para atingir o número mágico, que segundo os especialistas gira em torno de 43 a 45 pontos. O próximo jogo está marcado para sexta-feira (15), às 19h15, no Estádio Castelão, em São Luís (MA).

Confira a entrevista completa

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