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Ex-zagueiro Chicão fala em “massacre” após derrota do Corinthians para o Flamengo e pede tempo a Sylvinho

Gazeta
Gazeta Esportiva

2 de agosto de 2021 - 13:47 - Atualizado em 2 de agosto de 2021 - 14:45

O ex-zagueiro Chicão, ídolo do Corinthians, falou sobre a derrota por 3 a 1 sofrida pelo Timão para o Flamengo, neste último domingo. Segundo ele, a partida foi um “massacre” por parte da equipe carioca, que teve que “tirar o pé” para o placar não ficar maior.

“Difícil até comentar. No segundo tempo o Flamengo tirou o pé, na primeira etapa foi um massacre, é nítida a diferença de qualidade técnica. Infelizmente o Corinthians tomou três gols dentro de casa”, comentou Chicão, dando sua visão geral da partida no Terceiro Tempo, da Band.

O segundo gol do Flamengo nasceu de uma cobrança de escanteio, na qual o zagueiro Gustavo Henrique acaba disputando espaço com Fagner, de estatura muito menor. Para Chicão, a falha no lance foi de Gil, que não acompanhou o defensor da equipe carioca.

“Esse gol me chamou muita atenção, especialmente o posicionamento do Gil. Acho que tem uma falha individual ali, poucos notaram isso. Ele para no lance e o Gustavo Henrique continua. Sei que a bola parada é muito trabalhada no Corinthians, o Fagner não teve culpa nenhuma, até porque ele estava posicionado e o Gustavo quando vem correndo atropela. Realmente foi um escanteio muito bem batido, mas tem o detalhe do Gil parar na jogada. Tomar esse gol de bola parada chateia muito o sistema defensivo e o time como um todo, porque é muito trabalhado isso”, opinou.

Em relação ao técnico Sylvinho, Chicão citou erros do técnico, mas ponderou que o treinador era apenas o “plano D” da diretoria do Corinthians. Com a chegada de reforços, o ex-defensor entende que tem que ser dado um tempo maior para o trabalho ser desenvolvido.

“O que me chama atenção na questão do Sylvinho é que os pontas não completaram um jogo inteiro de tanto correr para trás. Agora tem essas contratações do Renato, do Giuliano, que podem agregar na questão técnica. Tem que dar tempo, vale ressaltar que o Sylvinho não era o plano A do Corinthians, nem o plano B. Não sei se vocês sabem, mas o Sylvinho foi quase um plano D, teve um plano C. Esse plano C pediu um salário muito alto, que não dava pra pagar, e o Sylvinho foi o D. Tem que ter paciência, ele conhece o elenco, precisa evoluir muito. Tem substituições que eu não concordo, mas tem que dar tempo. Só pode contratar um treinador, não pode errar”, finalizou.

O Corinthians se encontra na 11ª posição do Brasileirão, com 17 pontos. O próximo jogo do Timão será o clássico contra o Santos, domingo, na Vila Belmiro.