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Emocionado, judoca Cargnin fala sobre bronze em Tóquio: “Ainda não caiu a ficha”

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Gazeta Esportiva

25 de julho de 2021 - 07:56 - Atualizado em 25 de julho de 2021 - 09:30

Daniel Cargnin, de 23 anos, conquistou a medalha de bronze no judô nos Jogos de Tóquio neste domingo. Na categoria de até 66kg, ele venceu o israelense Baruch Shmailov.

Após o triunfo, o atleta brasileiro falou sobre o sentimento de ser medalhista olímpico: “Estou muito feliz. Ainda não caiu a ficha.”

“Eu me preparei muito. Só eu, meus amigos e minha família sabemos o quanto eu sofri quando foi adiado. Sempre tive um sonho de medalhar aqui em Tóquio. Estou muito feliz com isso, com o processo que eu tive, meus amigos, todo mundo me ajudou muito. Sem eles, sem o apoio, teria sido muito difícil”, disse.

Ele destacou a importância de sua mãe, Ana Rita: “Eu queria que estivesse aqui. Acho que a gente sonhou isso junto. E, sendo bem sincero, agora queria ligar para ela e falar que valeu a pena”, afirmou Cargnin, em entrevista à TV Globo.

Daniel Cargnin venceu Baruch Shmailov após aplicar um wasari no tempo normal.

Emocionado, o judoca relembrou uma passagem marcante, ainda muito novo: “Lembro de uma vez, quando voltei chorando de um treino, porque tinha apanhado muito. Ela me falou assim: ‘Dani, vamos sair para comer alguma coisa e amanhã é um novo dia’.”

“Eu saí de casa muito cedo, porque sabia que teria que sair um pouco do cômodo da minha mãe, para criar uma garra, uma vontade. E não me arrependo. Mas lembro que, quando estava vindo para a Olimpíada, falei para minha mãe: ‘Quando acabar a Olimpíada, independente do que acontecer, eu estou tranquilo, posso voltar para casa’”, completou.

Por fim, Daniel Cargnin comentou sobre a sua trajetória rumo a Tóquio: “Desde o início da pandemia, me machuquei duas, três vezes. Não fui para o mundial porque infelizmente peguei covid. Cheguei a pensar assim: ‘Por que não está dando certo?’. Eu me esforcei bastante nesse tempo e fiquei na casa da minha mãe, ela me deu todo esse suporte.”