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Duílio diz que Andrés não fará parte da gestão e revela dívida do Corinthians

Gazeta
Gazeta Esportiva

15 de novembro de 2020 - 22:25 - Atualizado em 15 de novembro de 2020 - 23:30

Em entrevista exclusiva ao programa Mesa Redonda, da TV Gazeta, Duílio Monteiro Alves, candidato à presidência do Corinthians, afirmou que o atual presidente Andrés Sanchez não fará parte de sua futura gestão caso seja eleito. Segundo o ex-diretor de futebol do Timão, Andrés já cumpriu com seus objetivos dentro do clube.

“O Andrés não vai participar da minha gestão, isso já está conversado e definido. O Andrés fez a parte dele pelo Corinthians. Quando ele voltou a ser presidente, agora na última gestão, ele já voltou com o objetivo muito claro de resolver o problema da Arena, que foi o que ele começou lá atrás e, por isso, ninguém melhor do que ele para seguir”, afirmou.

“Passaram dois presidentes após ele, não vendemos o naming rights, tivemos problemas no acordo, tivemos problemas com a Caixa. E o Andrés chegou e mostrou seu comprometimento, sua competência e vai sair do cargo, não tenho dúvida alguma, com o assunto Arena resolvido e o Corinthians tendo receita vindo de lá”, completou.

Duílio ainda revelou o tamanho da atual dívida do Alvinegro paulista.

“Hoje, a dívida do clube é de R$ 905 milhões. É isso mais a (dívida) do estádio, que terminando essa negociação (com a Caixa Econômica Federal), pode ser de 100 ou 200 milhões de reais”, informou.

Apesar de dizer que as negociações com a Caixa Econômica Federal estão próximas de se concretizarem, Duílio falou que não existe um prazo para que as dívidas do Timão sejam liquidadas.

“Projeção de tempo não. A (dívida) do estádio está mais tranquila, vamos dizer assim. Se o acordo com a Caixa sair dessa forma, pelo que a gente vem conversando, nos próximos dias a gente vai ter boas notícias e, no mínimo, vamos estar recebendo 50% das receitas da Arena, e isso vai ajudar muito a pagar a outra dívida”, relatou.

“A outra dívida é administrável, você tem que renegociar alguns prazos, alongar alguns prazos de pagamento. Isso é possível, o que a gente não pode é gastar mais do que a gente arrecada. Então a gente tem que fazer esse planejamento dentro dos pagamentos, dentro dessa renegociação. A gente não tem essa pressa, a gente pode pagar em 20 anos essas dívidas”, completou.

Por fim, Duílio Monteiro Alves ainda comentou sobre as origens das despesas do Corinthians. Segundo o candidato à presidência do clube, as dívidas não são de hoje e começaram a surgir em gestões anteriores.

“Isso vem de muitos anos. Depois da gestão do Andrés, a gente passou a ter déficits. No último ano dele, não teve. O problema não foi o aumento da dívida, foi a queda de receita. Nós tivemos em 2012, primeiro ano do Mário Gobbi, R$ 358 milhões de receita e, no último ano, em 2014, R$ 240 milhões.São mais de cem milhões de reais a menos entrando no caixa. Isso afetou muito”, finalizou.

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