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Diniz cita Telê Santana e afirma: ‘DNA do São Paulo tem muito a ver comigo’

Redação RIC Mais
Redação RIC Mais

27 de setembro de 2019 - 00:00 - Atualizado em 27 de setembro de 2019 - 00:00

Fernando Diniz iniciou a sua trajetória no São Paulo nesta sexta-feira. Ele se apresentou ao elenco pela manhã, comandou treino fechado no CT da Barra Funda e concedeu entrevista coletiva antes da viagem ao Rio de Janeiro, onde a equipe enfrentará o Flamengo neste sábado, pela 22.ª rodada do Campeonato Brasileiro. Ao lado do diretor executivo de futebol do clube, Raí, o técnico disse que assumir o clube do Morumbi é o auge da sua carreira.

“Me sinto honrado, é um sonho realizado trabalhar em um dos maiores times do mundo, tricampeão mundial. Só isso já diz muito sobre o São Paulo, passando pelo momento mágico do Telê Santana, dos ‘Menudos’, dos mundiais do (Paulo) Autuori e do próprio Raí, do Muricy (Ramalho)… Todos sabem que meu trabalho é tirar o melhor dos jogadores, que eles se sintam encorajados. O DNA do São Paulo tem muito a ver comigo. A ideia é fazer o São Paulo forte para conquistar títulos”, afirmou Diniz.

“Certamente (é o maior desafio). Minha carreira está evoluindo, vinha de Athletico-PR e Fluminense, e agora é o auge da minha carreira. Espero corresponder às expectativas de todos e à minha própria também. Que o time cative o torcedor jogando de uma maneira bonita”, acrescentou o treinador.

O primeiro jogo de Diniz no comando do São Paulo já será neste sábado. A equipe visita o líder Flamengo, às 16 horas, no estádio do Maracanã. O treinador disse que não fará muitas mudanças no time tricolor para o confronto no Rio de Janeiro.

“Procuramos mexer o mínimo possível. Vou colocando aos poucos o que penso sobre futebol. Até porque o jogo é amanhã (sábado). É procurar conversar, passar vídeos e levar um time forte e bastante determinado para o Rio de Janeiro”, disse Diniz, que planeja implantar de forma gradativa sua filosofia de jogo, com valorização da posse de bola e troca de passes desde o sistema defensivo.

“Não vou chegar aqui e mudar tudo o que estava sendo feito. O Cuca é um grande treinador e sucedeu o André Jardine, outro grande treinador. Vou adaptando os conceitos. A maneira de jogar não é teimosia minha, e é o que me fez estar aqui no São Paulo. Venho melhorando com o tempo, evoluí no Athletico-PR e no Fluminense”, declarou.

Antes de Diniz se apresentar e responder a perguntas dos jornalistas, Raí discursou e contou como foi a escolha do novo treinador. Cuca havia pedido demissão na última quinta-feira, horas antes do anúncio do substituto para o cargo.

“Estamos muito felizes com a chegada do Fernando Diniz, é um nome admirado, foi um consenso nessa conversa que tivemos. Consultamos pessoas que trabalharam com o Fernando, com lideranças nossas também. Cada conversa levava a ter mais certeza dessa decisão. Estamos muito otimistas, o trabalho do Fernando dispensa comentários, é muito consistente, tem uma filosofia que foi muito debatida entre a gente. Temos um grupo que se encaixa com esse tipo de filosofia de propor o jogo. Temos convicção de que o Fenrnando Diniz tem capacidade de envolver todos nessa filosofia que acreditamos”, afirmou Raí.

Com a chegada de Diniz, o coordenador técnico Vagner Mancini pediu demissão na noite de quinta-feira. Ele alegou que queria deixar o novo treinador e a diretoria à vontade para trabalhar. Raí disse que foi pego de surpresa com o pedido de Mancini e que não procura um substituto para o cargo.

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