Bastidores

Deyverson responde se jogaria nos rivais do Palmeiras e lembra time do coração

Redação RIC Mais
Redação RIC Mais

28 de abril de 2020 - 00:00 - Atualizado em 28 de abril de 2020 - 00:00

Deyverson tem 28 anos e fez toda a carreira no futebol fora do Brasil até chegar ao Palmeiras, em julho de 2017. Pelo Verdão, foram 120 jogos, polêmicas, mas uma inegável entrega em campo e gols decisivos, principalmente na campanha que culminou com o título do Campeonato Brasileiro de 2018.

Na última janela de transferências, porém, com uma relação um pouco desgastada, o centroavante acabou emprestado ao Getafe até julho. Deyverson ainda não sabe onde atuará após esse período.

Em entrevista exclusiva à Gazeta Esportiva, o carioca foi questionado se jogaria por Corinthians, São Paulo ou Santos, rivais do Palmeiras, e não fugiu da resposta.

São coisas que é para se conversar, sei que a maior rivalidade é o Corinthians, mas eu deixaria na mão do meu empresário. Se eu falar, vão achar ruim, mas eu sou a mercadoria. Um dia estou num clube, outro dia em outro. É como vender refrigerante: o cara vende Coca, Fanta, Fanta Uva, mas é tudo é Coca-Cola, entende? (risos).

Para tentar fazer com que torcedores alviverdes não o entendam mal, Deyverson usou até mesmo seu time do coração para explicar sua posição profissional.

“Por exemplo, meu time do coração é o Vasco, todo mundo sabe, nunca escondi isso, mas eu não tenho como falar ‘eu não vou’ para nenhum time”.

Torcedor não entende que nós não vamos viver para sempre no clube. Eu vou fazer 29 (anos), chega um jogador com 20, o clube vai dar oportunidade. Nesse negócio de troca de clube, as pessoas acham que somos mercenários, mas é questão de vinculo, período. Eu não tenho essa de time rival. Sou Vasco, mas se tiver que jogar no Flamengo, eu vou jogar.

Deyverson reconheceu que acompanha as notícias sobre seu futuro à distância. Contou que leu sobre eventuais interesses de Atlético-MG, Internacional e Corinthians, mas que nenhum dos clubes citados, de fato, lhe procurou. Mesmo assim, não negou a satisfação por ter o trabalho valorizado, principalmente quando elogios partem de Luiz Felipe Scolari.

“Não tenho diferença de time, inclusive tiro foto com todo mundo por onde passo. A gente não sabe o dia de amanhã, a gente não pode confundir as coisas. Recebo mensagens no Instagram de muitos torcedores do Palmeiras, hoje vejo o carinho. Alguns não mandam mensagens muito boa, mas vi até o Felipão dizendo que eu era fundamental, fiquei feliz, já quero aproveitar e agradecer ele pelo carinho, foi uma grande referência, não é à toa que ele é o padrinho da minha filha. Eu fico um pouco cabisbaixo quando vejo falarem mal, porque as pessoas não entendem que quando você está no clube você vai dar a vida, você se esforça para melhorar, independente se as coisas saem bem ou mal. Eu aprendi a amar o Palmeiras. Nem eu imaginaria que hoje amaria tanto esse clube”.