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Destaque na conquista da Ferroviária, goleira Luciana dedica título ao pai

Redação RIC Mais
Redação RIC Mais

29 de setembro de 2019 - 00:00 - Atualizado em 29 de setembro de 2019 - 00:00

A cidade de Araraquara, no interior paulista, está em festa. Afinal de contas, a Ferroviária conquistou o título brasileiro de futebol feminino, neste domingo, em São Paulo, após empate sem gols contra o Corinthians e venceu a decisão nos pênaltis por 4 a 2. O principal destaque foi a goleira Luciana, que teve uma grande atuação fazendo pelo menos cinco grandes defesas na partida e depois segurou um pênalti de Tamires, lateral da seleção. Ingryd perdeu o outro pelo Corinthians, mandando para fora.

Emocionada, com a voz embargada e chorando, ela agradeceu a todos, principalmente à família. Há pouco tempo viveu um drama familiar. “O meu pai teve um AVC (acidente vascular cerebral) há um mês e eu pensei em deixar tudo e voltar para casa. Mas meus irmãos, meus sobrinhos e cunhados me deram a maior força. Fiquei aqui e ofereço a meu pai (Luis), que não teve nenhuma sequela e está bem lá em Belo Horizonte. Este título e é dele”, disse.

Com relação ao título, ela credita a “muito trabalho, dedicação e amor ao futebol”. Elogiou a comissão técnica, suas companheiras e a direção do clube pelo apoio ao futebol feminino. A Ferroviária desenvolve este trabalho há 18 anos. E também lembrou da torcida presente ao estádio do Parque São Jorge que estampava uma bandeira com os seguintes dizeres: “Luciana, a melhor goleira do mundo”.

A técnica Tatiele Silveira também apostava nas qualidades de sua goleira e confessou ao final do jogo que a estratégia era mesmo segurar o poderoso setor ofensivo corintiano. “Eu acreditava muito em nossa goleiro, bem como sabia do poder ofensivo do Corinthians. Então fizemos a opção por nos defender apenas e levar para os pênaltis. Deu certo. Este era um jogo de detalhe, mais do que nunca”, explicou.

A técnica também falou um pouco sobre a satisfação da conquista deste título, com sabor especial. “Eu sou gaúcha e agora que estou dirigindo um time pela primeira vez na Série A. É um sonho realizado”, comentou Tatiele, que no ano passado estava no Internacional.

Do lado do Corinthians restou choro e lamentações. Para a zagueira Pardal, uma das líderes da equipe, o time merecia este título. Contou tudo junto com lágrimas: “Não tenho nem palavras para explicar. Nós fizemos uma campanha impecável, mas neste jogo infelizmente não conseguimos o gol. Parabéns para elas. Agora é virar a chavinha e pensar na final do Paulista (contra o São Paulo) e depois na Copa Libertadores. A gente queria presentear esta torcida, mas não deu. Então agradecemos a presença de todos aqui nos apoiando”, afirmou.

PREMIAÇÃO – O presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Rogério Caboclo, comandou a premiação com entregas de medalhas e de troféus. O troféu de campeão foi entregue à capitã Maglia, que o levantou ao lado de Luciana.

O diretor de competições femininas da CBF, Romeu Castro, explicou a ausência da técnica da seleção, a sueca Pia Sundhage. “Ela participou esta semana da premiação da Fifa dos melhores do ano e já continuou na Europa, onde vai ver alguns jogos. Ela vai se reencontrar com o grupo na Inglaterra, onde nós vamos jogar. Mas ela assistiu o jogo pela televisão. Bia Vaz, auxiliar, e Fabinho, preparador físico, além boa parte do staff da seleção esteve aqui presente”, revelou.

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