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Derrotas que pesam e evolução de jogadores: Diniz analisa ano à frente do São Paulo

Gazeta
Gazeta Esportiva

27 de setembro de 2020 - 09:00 - Atualizado em 27 de setembro de 2020 - 09:15

No mesmo dia no qual o São Paulo empatou por 1 a 1 com o Internacional, Fernando Diniz completou um ano à frente do clube do Morumbi. Após o jogo, o treinador analisou a sua trajetória no Tricolor, apontando pontos negativos e positivos. Antes de tudo, no entanto, o comandante da equipe fez questão de dizer que, na realidade, não esteve à frente do time por 365 dias de fato.

“Vamos considerar que tiveram quatro meses de paralisação por conta do coronavírus, não é um ano contínuo, isso fez toda a diferença. A gente tinha um time até a pandemia e hoje a gente tem outro time, com outra maneira de jogar, embora pareça a mesma”, disse o treinador.

Na balança de pontos frágeis, Diniz colocou derrotas doloridas e que afetaram diretamente o restante da temporada do São Paulo.

“Vou começar pelo aspecto negativo do time. Acho que a gente tem duas derrotas que nos pesam muito e de maneira justa. A do Binacional, na Libertadores, que era um jogo que tínhamos plenas condições de vencer, perdemos quatro ou cinco chances no primeiro tempo, e é um resultado que hoje nos pressiona muito. E, principalmente, o jogo contra o Mirassol. Um jogo muito atípico, no qual o time finalizou 24 vezes, o adversário finalizou quatro e a gente tomou três gols dentro de casa. Frustrou muito o nosso torcedor, toda a instituição, a mim e aos jogadores. A gente tem que saber responder tudo isso dentro de campo com resultados positivos”, afirmou o técnico.

Em relação aos aspectos positivos, Diniz valorizou o trabalho de desenvolvimento de jogadores que realizou desde que chegou ao Tricolor. Além da promoção de atletas da base, o treinador acredita que auxiliou a evolução individual de alguns nomes do elenco.

“O São Paulo não fez nenhuma contratação, fez uma troca. A gente tirou alguns jogadores, deu uma enxugada na folha do time e promoveu muitos jogadores. O primeiro deles foi o Antony. Quando cheguei aqui, já fazia umas cinco partidas que estava no banco, em descrédito com o torcedor. É um jogador que saiu por um valor bastante considerável e que consegue hoje pagar as contas do clube. O Igor Gomes é outro jogador que se firmou, a gente tem o Diego jogando, tem o Sara se firmando, o Brenner se recuperando… Então, isso faz parte de um trabalho de profundidade que a gente procura fazer de melhorar os jogadores”, analisou Diniz.

“São jogadores identificados com o clube. A própria melhora do Hernanes, que hoje é um jogador que nos ajuda, o Leo, que foi deslocado para outra posição e hoje está ganhando cada vez mais espaço, conhecendo cada vez mais a posição e se tornando um jogador de ponta”, finalizou.

Desde que foi contratado pelo São Paulo, Diniz comandou a equipe em 43 partidas. O time venceu 19 vezes, empatou 12 e perdeu outras 12, um aproveitamento equivalente a 53,4% dos pontos disputados.

Com o empate neste sábado, o São Paulo chegou aos 19 pontos, na terceira colocação do Campeonato Brasileiro. Na quarta-feira que vem, o Tricolor voltará a atuar pela Libertadores, contra o River Plate, em Buenos Aires, às 21h30. Em situação delicada na competição, os comandados de Diniz precisam vencer a qualquer custo na Argentina.