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Cuca destaca estratégia de priorizar Libertadores e diz que Santos não pode temer a final

Gazeta
Gazeta Esportiva

29 de janeiro de 2021 - 15:24 - Atualizado em 29 de janeiro de 2021 - 22:15

Desacreditado no início da temporada, o Santos surpreendeu muita gente e chegou à final da Copa Libertadores de 2020. E um dos principais responsáveis por este feito foi o técnico Cuca, que assumiu o clube quando a disputa já estava em andamento.

Em entrevista coletiva realizada nesta sexta-feira, o comandante deixou claro que a sua aposta sempre foi o torneio continental, já que, além de já ter duas vitórias na competição quando o time ainda contava com Jesualdo Ferreira no banco de reservas, o grupo seria muito limitado para brigar pelo título do Campeonato Brasileiro.

“Se você for pensar, como que eu ia apostar na Libertadores? Era o caminho mais curto que a gente tinha. Eu já tinha duas vitórias na competição, via Jesualdo. Ganhar uma fora de casa, como já tínhamos ganhado. O Campeonato Brasileiro vai premiar o melhor elenco, não o melhor time. São 38 jornadas. Jogo domingo e quarta, covid, lesão, suspensão e viagem… Se você não tiver 25 jogadores do mesmo nível, você não bate campeão. E nós temos muitos meninos em formação. No último jogo, dos 21 que foram ao estádio 16 eram meninos. Eles não estão prontos ainda. Nossa aposta não seria no Brasileiro, seria numa competição curta, abrindo mão, em alguns jogos do Brasileiro. Deu certo a estratégia, a gente chegou a final. O futebol brasileiro está de parabéns por ter chegado com dois times. Amanhã a gente mede força, não tem favorito. Tudo pode acontecer”, disse.

Às vésperas da decisão, o treinador de 57 anos destacou que o Peixe não pode ter medo do jogo. E para incentivar o seu elenco, o campeão da Libertadores de 2013 com o Atlético-MG destacou a boa campanha que o Alvinegro Praiano realizou até o momento.

“A palavra medo não existe. Você estando envolvido nesse processo pode ter algum cuidado maior. A própria competição te ensinou a ser cascudo. Na chave de grupos vencemos o Defensa y Justicia na Argentina, com o Jesualdo. O Delfín é um time complicado, o Olimpia, naquele calor, também complicadíssimo. A LDU, com o Marcelo, lá em Quito. Pouquíssimas equipes vencem. Os resultados ruins fora de casa que tivemos foi o empate com o Grêmio e o Boca. Esses meninos criaram um lastro forte, uma confiança grande. Esse jogo não é em casa nem fora. É uma decisão diferente, de um jogo só. Temos de pensar bem, em todos os sentidos, principalmente na estratégia de jogo. Pensar no calor, que vai fazer. Temos dúvidas na equipe, também”, afirmou.

Por fim, Cuca também relembrou de todos os problemas que o Santos enfrentou ao longo da temporada, tanto dentro quanto fora de campo, mas reconheceu todo esforço que a atual diretoria fez para para ajudar todo o grupo.

“Sempre tratando todo mundo igual, com o mesmo peso, mesma medida. Temos uma felicidade muito grande de ver, dentro de todos os problemas que tivemos neste ano… São muitos. Com problemas financeiros, ficamos alheios a tudo isso. A gente fez uma poupança que com certeza mais tarde seria creditada. E está sendo. Ou já foi. Graças ao esforço que toda a diretoria fez e a nós, que soubemos ter paciência. Nosso caminho não foi fácil e fomos criando um vínculo familiar. Amanhã isso não é sinônimo de vitória. O Palmeiras também vai estar no seu máximo. Temos de estudar para fazer as coisas certas” , finalizou.

Palmeiras e Santos decidem quem levanta o troféu da Copa Libertadores de 2020 neste sábado, às 17 horas (de Brasília), em jogo único no Estádio do Maracanã.

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