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Corinthians estuda projeto de “vaquinha virtual” da Gaviões e deve convocar Colagrossi

Gazeta
Gazeta Esportiva

2 de abril de 2021 - 06:00 - Atualizado em 2 de abril de 2021 - 06:15

Durante a reunião dessa quinta-feira entre membros da Gaviões da Fiel e da atual diretoria do Corinthians, no Parque São Jorge, um dos assuntos que voltou a ser discutido foi o projeto da organizada para ajudar o clube a sanar as pendências financeiras referentes à Neo Química Arena.

Rodrigo Gonzalez Tapia, conhecido como Digão, presidente da Gaviões, reiterou a vontade da Torcida em fazer uma “vaquinha virtual” com o objetivo de repassar toda a receita recolhida para o abatimento da dívida com a Caixa Econômica Federal.

Apesar de enxergar a iniciativa como um gesto nobre, o Corinthians prefere ser cauteloso quanto ao assunto e quer promover novos debates.

A Gazeta Esportiva apurou que há uma linha de pensamento dentro da diretoria corintiana que entende que o clube tem obrigação de encontrar soluções para o assunto, sem a necessidade de ‘tirar dinheiro’ de quem já contribui consumindo produtos e ingressos.

Com esse cenário, uma solução aventada na reunião foi a criação de uma ação junto ao departamento de marketing. José Colagrossi Neto, superintendente do Corinthians na área, deve se reunir com a cúpula da Gaviões nos próximos dias para tomar ciência do projeto e propor um plano.

Caso realmente a “vaquinha virtual” seja colocada em prática, a ideia é que o torcedor que colaborar receba alguma contrapartida. O clube quer, de alguma maneira, retribuir os torcedores por esse que seria um gesto de auxílio voluntário.

A Gaviões da Fiel sequer pretende ter acesso ao dinheiro. No projeto da organizada, o mecanismo da ação teria de ser feito de forma que a verba fosse toda destinada ao pagamento da Caixa. Em novembro de 2020, o Corinthians chegou a um acordo com o banco estatal para pagar R$ 569 milhões.

O novo contrato ainda não foi selado e, segundo o clube, está em fase final de discussão. O Corinthians teria de arcar com parcelas anuais de, no máximo, R$ 38 milhões, até 2039, com o primeiro pagamento previsto para novembro de 2022.

Do valor total, R$ 300 milhões serão abatidos com a receita oriunda do acordo de naming rights com a Hypera Pharma. A empresa farmacêutica acertou o pagamento de R$ 15 milhões por ano durante um período de 20 temporadas.

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