Campeonato Paulista

Compatriotas, Viña e Sanchez dão toque uruguaio a clássico no Pacaembu

Redação RIC Mais
Redação RIC Mais

29 de fevereiro de 2020 - 00:00 - Atualizado em 29 de fevereiro de 2020 - 00:00

Santos e Palmeiras duelam neste sábado, às 16h, pela oitava rodada do Campeonato Paulista. O clássico colocará frente a frente dois compatriotas que vivem situações distintas em seus clubes e se enfrentarão pela primeira vez.

Natural de Montevidéu, capital uruguaia, Carlos Sánchez vem para a sua terceira temporada com a camisa do Alvinegro Praiano. O experiente meio-campista de 35 anos chegou ao Peixe em 2018 e não demorou para conquistar o carinho e a confiança da torcida.

Na sua primeira temporada no clube, Sánchez participou de 17 partidas e ainda contribuiu com quatro gols e quatro assistências. Foi no ano passado, entretanto, que o uruguaio se consagrou como um dos principais atletas do elenco, sob comando de Jorge Sampaoli.

Em 2019, o camisa camisa 7 foi crucial no esquema do treinador argentino. Além da liderança exercida dentro de campo, ele terminou como o principal artilheiro da equipe com 17 gols em 54 jogos. Sánchez ainda contribuiu com 10 assistências durante a temporada.

Sánchez e Viña fazem duelo de uruguaios no clássico (Arte: Gazeta Esportiva)

Já pelo lado palmeirense, quem representa o Uruguai é o jovem Matias Viña. Depois de se destacar pelo Nacional no futebol de seu país, o jogador de 22 anos chegou como esperança para resolver a lateral-esquerda do Verdão.

Com o bom futebol apresentado nas categorias de base do tradicional clube uruguaio, Viña foi promovido ao time principal em 2017. Depois de duas temporadas como reserva, o jovem lateral assumiu a titularidade no ano passado e foi grande destaque da equipe.

Eficiente no apoio ao ataque e firme na marcação, Matias Viña terminou 2019 cinco gols e seis assistências em 47 jogos pelo Nacional. Com bons números e desempenho em campo, foi eleito o melhor jogador do Campeonato Uruguaio.

Com Victor Luís e Diogo Barbosa em baixa, o Palmeiras foi atrás do uruguaio para solucionar o problema na lateral-esquerda. Até aqui, Viña atuou como titular em duas partidas e não decepcionou sua torcida e o técnico Vanderlei Luxemburgo. Na vitória por 3 a 1 contra o Mirassol, jogou os 90 minutos. Contra o Guarani, entretanto, saiu aos 20 da segunda etapa com dores no pé.

Duelo de gerações

O confronto entre os dois atletas também representa um embate entre duas gerações da Seleção Uruguaia dirigidas pelo lendário treinador Óscar Tabárez.

Carlos Sánchez chegou à seleção prestes a completar 30 anos de idade, em novembro de 2014. Sendo um dos líderes em assistências no elenco, disputou a Copa América em 2015 e 2016, além da Copa do Mundo de 2018. Apesar do destaque, o meio-campista não fez parte das últimas convocações, o que indica que seu ciclo com a Celeste está chegando ao fim.

Por outro lado, Matías Viña faz parte de uma geração que chega para renovar o elenco uruguaio. Ao lado de Lucas Torrera, do Arsenal, Federico Valverde, do Real Madrid, e outros nome badalados, o jogador se destacou nas seleções de base até chegar à principal. O lateral participou de seis jogos amistosos e já deu duas assistências pela Celeste.

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