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Com os cofres cheios, Flamengo deixa de lado ditado ‘craque se faz em casa’

Redação RIC Mais
Redação RIC Mais

24 de setembro de 2019 - 00:00 - Atualizado em 24 de setembro de 2019 - 00:00

O Flamengo líder do Campeonato Brasileiro de 2019 contraria a história do clube. Se o ditado dos rubro-negros diz que “craque se faz em casa”, o time atual e o seu treinador foram todos comprados a peso de ouro e com o dinheiro obtido na venda de craques feitos na Gávea.

Diego Alves; Rafinha, Rodrigo Caio, Pablo Marí e Filipe Luis; William Arão, Gerson, Everton Ribeiro e Arrascaeta; Gabriel e Bruno Henrique. Nenhum deles começou a jogar no Flamengo. Ao contrário de nomes que fizeram sucesso no passado como a camisa rubro-negra como Leandro, Júnior, Andrade, Vitor, Adílio e Zico; Tita, Julio Cesar e Adriano Imperador: todos crescidos na Gávea e com um currículo repleto de taças.

Em 2018, o Flamengo arrecadou R$ 536 milhões e ficou atrás apenas do Palmeiras, com uma receita total de R$ 654 milhões. O clube tem as contas equilibradas. A dívida vem caindo ano após ano. Fechou em R$ 418 milhões no final de 2018. O último investimento foi com o meia Gerson, comprado por quase R$ 50 milhões da Roma, da Itália.

Zico, o “Deus flamenguista”, torce para que a nova política do clube seja convertida em títulos. “A diretoria tem feito investimentos com a venda de jogadores feitos em casa como Vinícius Junior, Paquetá e Léo Duarte. Tomara que tenha sucesso. Vieram jogadores experientes, nível de seleção e acostumados a serem campeões”, disse.

Direto do Japão, onde trabalha no Kashima Antlers, Zico falou com o Estado e disse que não gosta de fazer comparações com outros times vencedores do Flamengo. “Não gosto de analisar épocas diferentes. O time é bom e tem todas as condições de ser campeão Brasileiro, da Libertadores e Mundial. O Flamengo tem um elenco e não apenas um time”, comentou.

“O Galinho de Quintino” também aprova o trabalho do português Jorge Jesus no comando técnico. “Todos sabíamos que o Jesus era um grande treinador. Eu já havia comentado muitos jogos dele na Liga dos Campeões, sempre com equipes muito boas em Portugal. Os jogadores compraram a ideia dele e ele está tendo resultado. O Flamengo está diferente. Tomara que obtenha títulos”, completou.

Em 1981, com Zico, o Flamengo teve o ano mais vitorioso de sua história, quando conquistou, em 21 dias, o título do Campeonato Carioca, ao superar o Vasco; da Copa Libertadores, ao vencer o Cobreloa, do Chile; e o Mundial Interclubes, ao bater o Liverpool. Desta vez, o feito poderá ser maior, mas terá de ser realizado em um mês, pois a final do torneio sul-americano é dia 23 de novembro, a última rodada do Brasileirão é 8 de dezembro e a decisão da competição intercontinental está prevista para 21 de dezembro.

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