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Coelho se diz fechado com o elenco e põe resgate da confiança como prioridade para o Corinthians

Gazeta
Gazeta Esportiva

13 de setembro de 2020 - 19:24 - Atualizado em 13 de setembro de 2020 - 19:45

Dyego Coelho não conseguiu mudar a situação do Corinthians em sua primeira missão depois da saída de Tiago Nunes. Neste domingo, o alvinegro não só perdeu para o Fluminense, como também voltou a jogar mal.

Em entrevista coletiva após o duelo no Maracanã, o técnico interino bateu na tecla do resgate da confiança do grupo como ponto fundamental para uma retomada na temporada.

“Um treino, venho acompanhado de fora, pela TV, como torcedor. Uma situação que a gente precisa urgentemente, já falei pra eles, é ter a nossa confiança de volta, isso é fato. Não tem para onde fugir, resgatar isso, com trabalho, conversa, parceria, não adianta perder a cabeça, eles precisam de confiança e é isso que a gente vai fazer junto com a comissão, diretoria, dentro do vestiário a gente vai resgatar isso de uma maneira ou outra”.

“E espero que a gente vá para o jogo com o Bahia numa situação melhor, só assim a gente vai consegui fazer com o que o torcedor entenda o que a gente está querendo com o time. Então, a confiança é primeira situação que a gente está querendo trazer e isso tem que acontecer o mais rápido possível”.

O ex-lateral direito admitiu a necessidade do time do Corinthians ter uma postura diferente em campo, mas explicou que nenhuma formação tática vai ter sucesso sem os jogadores estarem bem individualmente.

“A gente precisa, além da confiança, ser um pouco mais agressivo, a gente já sabe disso, eles estão cientes disso, e são duas situações que a gente vai ter de conquistar. Eu falo muito para eles que aqui a gente tem de demonstrar e fazer dentro de campo aquilo que a camisa pede. Para isso, a gente precisa ter confiança. Não adianta, volto a repetir, precisa disso para ser mais agressivo e jogar um futebol melhor”.

Questionado por ter feito uma substituído Éderson por Everaldo com apenas 17 minutos de jogo, Coelho evitou se alongar.

“Tem coisas que a gente analisa, os 15 primeiros minutos não foi bom, não foi bom mesmo, em todos os sentidos. Eu tinha de trocar. Já estava perdendo de 1 a 0, e dar um pouco amis de profundidade, de agressividade, ficar um pouco mais no campo do adversário, por isso eu fiz a troca”.

Dyego Coelho evitou criar qualquer tipo de problema com o elenco também ao ser perguntado sobre a necessidade do grupo ser reforçado com novas contratações.

“Eu, sinceramente, as pessoas sabem o quanto eu gosto de falar a verdade. E a verdade é a seguinte; eu não estou pensando em contratação. Porque a gente tem que fazer a confiança dos nossos jogadores voltar. E ela vai voltar, porque os caras querem, eles estão dispostos, e é isso que a gente vai fazer. Não vou falar disso, porque eu estou preocupado com quem está aqui, agora, e eu estou fechado com eles e a gente vai atrás dessa confiança. É o dia a dia, é o trabalho, eu confio neles, que fique bem claro, e a gente vai fazer de tudo para voltar a jogar um grande futebol”.

Quando a possibilidade de Jô ser suspenso nesta segunda-feira, quando o centroavante será julgado pelo STJD, Coelho afirmou que já pensa em opções nas categorias de base. Mauro Boselli ainda se recupera de uma lesão no tornozelo.

“Vamos esperar acontecer. Trazer alguns meninos já estava na nossa pauta. É esperar acontecer para pôr em prática o nosso plano”.

O Corinthians volta a campo na quarta-feira, contra o Bahia, na Neo Química Arena.