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Bruno fala à Record TV e chama presídio de ‘desumano’

Redação RIC Mais
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28 de fevereiro de 2017 - 00:00 - Atualizado em 28 de fevereiro de 2017 - 00:00

Foto: Antildes Bicalho, Photopress, Estadão Conteúdo

Goleiro conta ter recebido alimentação em uma pá, ‘como um animal selvagem’

Em liberdade condicional desde sexta-feira (24), o goleiro Bruno, de 32 anos, deu entrevista a RecordTV Minas e disparou críticas. Chamou o sistema prisional brasileiro de “desumano”, dizendo que em um dos presídios viu os detentos sendo alimentados como “animais selvagens”, com uma pá.

“Não é preciso você pegar e arrebentar com a pessoa pra saber que ela errou, não”, defendeu Bruno, ao reclamar do encarceramento. O goleiro elogiou, em contrapartida, a Associação de Proteção e Assistência a Condenados (Apac), um centro de reintegração social em que também cumpriu pena. “Lá, se cobra disciplina com amor”, afirmou, garantindo que a pena cumprida no centro é mais difícil que a do presídio comum, porque “lá existem regras”. 

O goleiro defendeu, ainda, que os agentes e diretores penitenciários “têm que passar por uma reciclagem”.

‘Nada de nenhum deles’

Bruno também falou dos ex-companheiros de Flamengo, dizendo que esperava ter recebido deles “no mínimo, uma carta”. Ele era o goleiro da equipe, que ganhou a série A em 2009 e tinha craques como o lateral-direito Léo Moura, o lateral-esquerdo Juan, o meia Petkovic e o atacante Adriano.

“Aquele grupo de 2009, que nós fomos campeões brasileiros, eu gostaria de ter recebido, no mínimo, uma carta. Eu não queria nada. Na verdade, eu não quero nada de nenhum deles”, disse Bruno, acrescentando que a então presidente rubro-negra Patrícia Amorim teria vetado contato dos jogadores com o goleiro.

Bruno ainda não especifica sua volta ao futebol, mas confessa ter recebido propostas e admite que quer voltar. 

O goleiro deixou a Apac de Santa Luzia, Minas Gerais, por uma liminar deferida pelo ministro Marco Aurélio Mello, do STF. Sua condenação é de 22 anos e três meses de prisão por sequestro, morte e ocultação do cadáver de Eliza Samudio.

Assista aqui à entrevista.

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