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Braz relembra saída de Jorge Jesus do Flamengo: “Talvez não precisasse fazer a renovação”

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Gazeta Esportiva

4 de maio de 2021 - 09:43 - Atualizado em 4 de maio de 2021 - 10:00

O vice-presidente de futebol do Flamengo, Marcos Braz, comentou sobre a passagem de Jorge Jesus pelo clube, abordando desde sua chegada até a saída.

Em entrevista ao programa Arena SBT, Braz relembrou que já acompanhava o trabalho de Jesus no futebol português e sabia que ele poderia dar certo no Rubro-Negro.

“Primeiro, eu sou português, tenho dupla nacionalidade. Eu conhecia o trabalho do Jorge Jesus, sabia do seu trabalho no Benfica, quebrando a hegemonia do Porto. Eu conhecia e sabia do trabalho dele. No meio da temporada de 2019 me falaram que ele estava rescindindo o contrato na Arábia Saudita, e eu não tive dúvida que seria um grande nome para o Flamengo. E foi, deu tudo certo”, afirmou.

Após uma passagem vitoriosa, principalmente pelos títulos do Brasileirão e Libertadores, o Mister decidiu retornar ao Benfica. A saída do treinador ocorreu pouco tempo após sua renovação. De acordo com Marcos Braz, a decisão do português foi compreensível, mas as partes não precisavam ter prolongado o vínculo.

“Nós levamos quatro, cinco meses para fazer a renovação dele. Era uma renovação difícil. Eu vou confessar que depois que a gente renovou o contrato dele, achamos que já teríamos ultrapassado esse obstáculo. Mas foi no começo de uma pandemia, que é a maior crise sanitária da humanidade. Acho que devemos relevar alguns pontos em que o próprio Jorge me disse. Ele foi uma pessoa correta comigo, me avisou que estava pensando em outro norte para a vida e carreira. Eu acho que talvez a gente não precisasse fazer a renovação. Mas ele tem esse crédito, a torcida do Flamengo também tem que dar esse crédito”, explicou o dirigente.

“Ele não é novo, já tinha quase 66 anos, longe da família, e nas indefinições que a pandemia estava nos trazendo, acho que isso foi a questão central e ele preferiu voltar”, completou.

Agora, o vice de futebol do Flamengo se diz confiante com o trabalho de Rogério Ceni, e evita falar sobre um eventual retorno de Jorge Jesus.

“Eu acho que tudo na vida tem seu tempo. E por enquanto, hoje, o Jorge Jesus faz parte do passado, de um bom passado bonito e vencedor que o Flamengo teve”, finalizou.

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