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Balanço financeiro do Cruzeiro retrata gravidade da crise no clube

Redação RIC Mais
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Balanço financeiro do Cruzeiro retrata gravidade da crise no clube

21 de maio de 2020 - 00:00 - Atualizado em 21 de maio de 2020 - 00:00

O Cruzeiro enfrentou sérios problemas financeiros no ano de 2019. A situação foi tão complicada que acabou se tornando um dos responsáveis pelo rebaixamento inédito da Raposa para a Série B do Brasileirão.

Na última quarta-feira, o clube divulgou o balanço financeiro do ano passado e a Sports Value, agência especializada em marketing esportivo, realizou a atualização dos dados. Os números são de espantar qualquer torcedor cruzeirense.

Crise financeira no ano passado contribuiu para o rebaixamento do clube (Foto: Divulgação/Cruzeiro)

A receita teve uma queda de R$ 342,4 milhões em 2018 para R$ 289,4 milhões em 2019, o que representou uma redução de 15%. Além disso, os patrocínios foram de R$ 32 milhões para R$ 18 milhões e os sócios torcedores de R$ 23 milhões para R$ 14 milhões entre esses dois anos.

O clube ainda apresentou um aumento dos custos com futebol que atingiram o valor de R$ 441 milhões, uma quantia equivalente a 153% da receita total. Quanto às dividas, tiveram um crescimento de 59%, chegando a R$ 799 milhões. Com isso, o Cruzeiro se tornou o segundo time do Brasil mais endividado, ficando atrás apenas do Botafogo.

Tais eventos fizeram com que a Raposa fechasse o ano passado com um déficit de R$ -394,1 milhões, o maior entre os clubes que disputaram a Série A em 2019.

Com a crise, o elenco começa a sofrer também com seus impactos no ano de 2020. Na última terça, a Fifa determinou que o time comece a Série B com seis pontos a menos por conta do não pagamento ao Al-Wahda, dos Emirados Árabes, pelo empréstimo do volante Denílson. Além disso, o clube precisa quitar uma dívida de R$ 9 milhões ao Zorya Luhansk, da Ucrânia, até o dia 29 de maio pela compra do atacante Willian, em 2014.

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