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Autópsia da Maradona não registra álcool e drogas ilegais e aumenta suspeitas de erro médico

Gazeta
Gazeta Esportiva

23 de dezembro de 2020 - 09:17 - Atualizado em 23 de dezembro de 2020 - 10:30

Os resultados da autópsia realizada em Diego Maradona, morto em 25 de novembro, não registraram o uso de drogas ilegais ou álcool, mas apontaram substâncias encontradas em medicamentos psicofármacos, usados contra ansiedade e depressão.

Os exames também levaram à conclusão de que a causa da morte do ex-jogador foi um edema agudo de pulmão secundário a insuficiência cardíaca crônica exacerbada, além de cardiomiopatia dilatada em seu coração.

A apresentação dos relatórios aumentaram as suspeitas de que erros médicos podem ter encurtado a vida do argentino. Os medicamentos encontrados na autópsia causam arritmia, portanto são contraindicados para pacientes com problemas cardíacos.

O assunto foi abordado por um dos responsáveis pela autópsia, em entrevista concedida à agência Télam.

“É tão importante o que apareceu com o oque não surgiu nessas análises de laboratório. À primeira vista, confirmam que davam psicofármacos para Maradona, mas nenhum medicamento para combater sua cardiopatia”, afirmou.

Quem também se manifestou após os resultados dos exames foi a filha de Maradona, Gianinna, que fez um desabafo nas redes sociais.

“Todos os filhos da p… esperando que a autópsia do meu pai tenha drogas, maconha e álcool. Não sou médica, mas ele parecia muito inchado. A voz robótica. Não era sua voz. Estava acontecendo e eu era a louca insana”, publicou.

Agora, a promotoria responsável pelo caso deve convocar uma junta médica para avaliar se houve negligência dos profissionais que acompanhavam Maradona.

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