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Do campo para a mesa: o caminho percorrido pelos produtos da lavoura

Alguns países europeus exigem certificados que comprovem a qualidade dos alimentos. Por conta disso, a Coamo desenvolveu um sistema para comprovar a produção sustentável e sem desmatamento.

Redação RIC Mais
Redação RIC Mais
Do campo para a mesa: o caminho percorrido pelos produtos da lavoura
Indústria da Cooperativa Coamo

29 de julho de 2022 - 17:20 - Atualizado em 29 de julho de 2022 - 17:20

Do campo até a mesa do consumidor final, os produtos agrícolas percorrem uma longa trajetória. É esse processo que conduz a quarta reportagem do Ric Séries em julho, o mês do cooperativismo, exibida no RIC Rural do último domingo (24). Entenda como as exportações e a industrialização beneficiam os cooperados.

Resultado da soja para os cooperados 

O trabalho em conjunto dos mais de 30 mil cooperados da Cooperativa Coamo resulta em produtos que são exportados para, praticamente, todos os continentes do mundo. A produção anual de grãos chega a 7,7 milhões de toneladas, o que equivale a 3,1% da produção nacional de grãos no Brasil ou 16% da produção de grãos no Paraná.

Mesmo com uma perda de 48% da produção de soja no ano anterior por conta da seca, a safra mais recente pode alcançar até os  8 milhões de toneladas. É o que prevê Aroldo Galassini, presidente do Conselho de Administração da Coamo.

As 120 unidades da Coamo estão espalhadas em 74 municípios de três estados: Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso. Ao todo, são cerca de 4 milhões de hectares destinados à produção agrícola. Das lavouras, a produção segue para as indústrias da cooperativa e, em seguida, para o mercado exterior.

Toda essa expansão tem consequência direta no aumento dos ganhos dos produtores. É o que explica Galassini: atuamos na comercialização para o mercado interno e externo, com indústrias de trigo, soja, ração para milho, café e algodão. Quem produz soja tem participação no ganho de todas as indústrias, além dos produtos vendidos em supermercados”, afirma. Dessa forma, cooperados têm participação em todos os resultados gerados.

Exportação e rastreamento: como funcionam?

A Coamo tem dois terminais próprios de exportação: um no Porto de Paranaguá, no Paraná, e outro em São Francisco do Sul, Santa Catarina. São dessas duas cidades que os produtos saem para serem vendidos e usados em todo o mundo. A Coamo foi pioneira na exportação de milho no Brasil, em 1996.

Quem explica essa logística é Airton Galinari, presidente executivo da Coamo. “O óleo de soja vai, principalmente, para o Oriente Médio, o farelo de soja para Ásia e Europa, o milho para África e Europa… Pode-se dizer que os produtos da cooperativa estão em todos os continentes e muitos países”.

Alguns países europeus (como França, Alemanha e Holanda) exigem certificados que comprovem a qualidade dos alimentos. Por conta disso, a Coamo desenvolveu um sistema para comprovar a produção sustentável e sem desmatamento. Todas as exportações saem do Brasil com garantia de área não desmatada e um programa de rastreabilidade.

O consumidor final consegue rastrear todo o caminho do alimento até seu prato: a venda da semente para o produtor, lugar de plantio, entrega da produção, indústria de processamento, para qual terminal portuário foi encaminhado e em qual navio foi transportado. Também é possível saber quais cooperados estiveram envolvidos na produção e localizar a propriedade produtora por imagens de satélite. 

Parque industrial da Coamo

30% do faturamento anual da Coamo, aproximadamente 10 bilhões de reais, vem do Parque Industrial da cooperativa. O complexo concentra duas indústrias de esmagamento de soja, uma refinaria de óleo de soja, uma fábrica de gordura hidrogenada, uma indústria de margarina, duas fiações de algodão, uma torrefação e moagem de café, um moinho de trigo e, em breve, uma fábrica de rações.

Todas essas indústrias são responsáveis por mais de 100 produtos industrializados a partir de  2,8 milhões de toneladas de grãos (36% da produção do campo). Todos eles passam por um rígido controle de qualidade e são digitalizados, uma atividade que começou ainda em 1975.

Divaldo Correa, diretor industrial da Coamo, garante que o “Parque Industrial nunca vai estar completo”, mas sim, sempre em expansão. A indústria de rações, segundo ele, já alcançou 30% da sua implementação e até o final de 2022 estará completa e com potencial de produzir até 200 mil toneladas anualmente. Para o futuro, já existe o plano de dar início ao desenvolvimento de etanol a partir do milho.

Qual é a visão do consumidor?

O supermercado comprova a popularidade e qualidade dos produtos Coamo para os consumidores finais. É o caso da confeiteira Doris Fabris, que sempre dá preferência à marca nas suas compras. “São produtos de qualidade que dão resultado excelente na minha produção”, garante. Ela comenta que o retorno positivo vem de suas clientes.

A partir das 9H da manhã do próximo domingo (31), o Ric Rural traz mais uma reportagem da série. Dessa vez, você vai conhecer as principais autoridades responsáveis pelo funcionamento da Coamo. A apresentação é feita por Rose Machado e Sérgio Mendes.

Um oferecimento: Coamo, a vida é a gente que transforma.