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Vida de perrengue chique: Cris Costa aponta os destaques

Redação RIC Mais
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Vida de perrengue chique: Cris Costa aponta os destaques

30 de setembro de 2019 - 00:00 - Atualizado em 30 de setembro de 2019 - 00:00

O que acontece em dezoito anos? Os 216 meses podem guardar vitórias, derrotas e várias reviravoltas. Cris Costa quem diga!

Atingindo a maioridade com sua CRISCOSTA Couture neste outubro, a designer de moda enfrentou as surpresas do destino com muita garra e muitos perrengues – chiques, é claro. Confira um pouco desta história, que começou com uniformes e chegou à reforma de peças.

A queridinha das gaúchas

Gaúcha, Cris Costa começou sua carreira no mundo da moda aos oito anos, como modelo. E assim seguiu até os 22, quando fez seu último trabalho – um comercial para uma marca de cerveja. A falta de identificação com este modelo de trabalho fez Cris seguir para a sua formação, sem menosprezar seus dias em frente às câmeras. Afinal, foi com o dinheiro que ganhava que pagou a faculdade e conseguiu seus primeiros trabalhos como designer de moda: produção de editoriais.

Até quando surgiu o start que sua carreira precisava: a agência de uma amiga precisava de alguém que fizesse uniformes para um trabalho. O resultado? Além do desenho aprovado, ela teve que produzir tudo. “Era um projeto atrás do outro e eu não tinha know-how, não tinha equipe, mas eu virava a noite e corria atrás de tudo. E, na época, eu não tinha carro. Por isso que as coisas tem um sabor especial para mim. Foi tudo suado”, conta Cris.

O mundo que nunca pensou em atuar, o dos uniformes, foi seu alicerce em seu primeiro ano de carreira. Até que chegou um momento especial: a formatura de suas amigas. Foi aí que a alta-costura começou, mas “meu marido disse que eu não poderia seguir na alta-costura só com as amigas. E não tinha Instagram, Facebook, não tinha nada. Era difícil comunicar isso para os outros”, relembra.

A solução? Como fazia suas próprias roupas, passou a levar suas peças para apresentar em agências quando ia fazer reunião para tratar dos uniformes.

Como se não bastasse os uniformes, alta-costura e moda casual, Cris decidiu que era hora de um próximo passo: criar a sua empresa com calma e com atenção ao detalhes, já que tudo aconteceu naturalmente nos anos anteriores de sua carreira. Para isso, fez uma pós-graduação em gestão empresarial e se apaixonou – e resolveu o problema com a falta de tempo. “Comecei a contratar gente para fazer a criação, coisa que eu sempre fazia nas madrugadas. Então quando em foquei na gestão, e as meninas nos desenhos, eu comecei a dormir mais e não ficar tão exausta. Aí comecei a pegar clientes mais grandes”, afirma.

Quem vê pensa que ela conseguiria desacelerar: em 2008 lançou o Cris Costa Bureau de moda e passou a fazer consultoria e apenas a criação. 

Curitiba recebe Cris Costa

Mas sua vida mudou. Quando se viu no auge, em 2011, seu marido foi transferido para Curitiba. E ela veio junto. “De lá para cá foi um processo árduo, porque eu nunca planejei Curitiba, não sabia que viria, a vida me deu essa surpresa”, afirma. Sem contato na capital paranaense para seguir seu trabalho que conquistou as gaúchas, Cris trabalhou com representação de roupas. Até que em 2015 conseguiu que o plano B, voltar a ter seu ateliê, se tornasse o plano A de sua vida.

“Lá na largada, em 2001, não tinha o que investir. Era trabalhar, ganhar um pouquinho e reinvestir na empresa. Sobrevivia com o resto”, relembra. Mas aqui foi diferente. 

Com seu ateliê na capital há quatro anos, hoje se vê em uma nova fase. Os uniformes ficaram para trás, mas a alta-costura e a moda casual não. E ainda incluiu a revitalização de peças na sua rotina. “É uma reforma mais sofisticadinha para peças que tenham um valor mais sentimental”, explica e ainda completa: “eu já estava vivendo um momento de excesso e com algumas dificuldades de desapegar. Então, assim como eu, muitas pessoas podem sentir o mesmo”. Sem falar que as roupas casuais também fazer sucesso. Seguindo a linha de atemporalidade, ela conta com algumas peças-chave e super versáteis.

O futuro? Uma espécie de second hand de festas, novos sapatos seguindo a linha de atemporalidade e uma linha de joias.  “Sempre foi 10%, ou menos, de glamour para 90% de ralação. Nada disso aconteceu por acaso”, afirma.

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