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Por Gislene Bastos

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O coronavírus força mudanças

É o momento de ficar em casa e barrar a cadeia de contágio. Achatar a curva de transmissão.

O coronavírus força mudanças

18 de março de 2020 - 00:00 - Atualizado em 10 de julho de 2020 - 21:41

Eu não acreditei de cara que o quadro provocado pelo coronavírus poderia mesmo ser tão caótico,  mas mudei minha opinião. E com base na observação e nos relatos do que vem ocorrendo nos outros países.

O descaso custa muito caro. Custa vidas. Algumas vezes de pessoas queridas, muito próximas… E talvez você nem consiga realizar um velório para se despedir!Tudo depende de como vamos lidar de hoje em diante. Mude sua opinião. Acredite que é necessário dar um tempo em alguns projetos, retomar outros e preservar a vida!

Não é alarme. Não é histeria.

A desconfiança que eu tinha até semana passada enquanto eu seguia com minha rotina de trabalho, atividades físicas, convívio social… foi substituída pelo sentimento de urgência em fazer algo!
É preciso parar o contágio pelo coronavírus! Pare de justificar com “Ah, mas no meu Estado ninguém morreu ou na minha cidade ainda não há casos confirmados…” ou “Estou numa cidade pequena… aqui o virus não chega!” Sem piadinhas. Isso agora é irresponsabilidade.

Não agir ou colaborar é demonstração de egoísmo. O que dizer do rapaz que teria agendado um evento para “transmitir corona” no próximo final de semana em Curitiba? É aceitável, você acha? Não preciso nem te informar que logicamente ele e as pessoas que confirmaram participação pelo Facebook estão sendo investigados criminalmente pela polícia.

Situação de emergência em Santa Catarina

Eu estou em Balneário Camboriu. E o litoral é a região que concentra o maior número de pessoas que tiveram confirmação da Covid-19 em Santa Catarina. Aqui, passamos a viver hoje, 18 de março, a situação de emergência decretada pelo governador Carlos Moisés ontem à noite. O transporte coletivo urbano, intermunicipal e interestadual de passageiros está proibido. Comércio de rua, shoppings, academias e restaurantes devem permanecer fechados. Entregas de móveis, contrução civil, parou tudo!

Tudo o que não é essencial, deve parar de acordo com a medida – uma das mais duras até agora no país! A fiscalização começa nesta quinta-feira. Permanecem em funcionamento apenas os serviços essenciais de saúde, supermercados, farmácias, postos de combustíveis. Dia após dia veremos outros Estados tomando ações de controle, como fizeram inicialmente as cidades do Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba.

Fique em casa!

Na maioria dos casos as medidas emergenciais tem duração de uma, duas semanas e vão ser reavaliadas no tempo certo pelas autoridades. É o momento de questionar e também de confiar em nossas autoridades – que tem mais acesso às informações e efetivamente podem nos orientar os caminhos mais seguros.

O pico da doença no Brasil está previsto para entre 60 e 90 dias, segundo o ministro da saúde Luiz Henrique Mandetta. Depois, lá por julho, devemos ter a estabilização no número de pessoas contaminadas e o decréscimo efetivo.

Mas até lá, muitas pessoas poderão morrer. Isso não é alarme! Há uma semana eram quantas mortes na Itália mesmo? Agora passam de duas mil. Na Espanha, no dia 05 de março, eram pouco mais de 200 doentes. Hoje, o governo espanhol confirmou 535  mortes pela Covid-19 – a doença provocada pelo coronavírus.

Então, fique em casa. Empregador, não queira ir contra a realidade. Libere o seu funcionário para trabalhar de casa em sistema de home office. O governo federal autorizou agora à  tarde a possibilidade de negociar férias, antecipar feriados. Mas não são férias ou feriados reais! Não da pra marcar encontros, ir à praia ou ao parque e encontrar com um monte de gente.

Vai passar, afinal

É o momento de ficar em casa e barrar a cadeia de contágio. Achatar a curva de transmissão. Muitas pessoas estão com o coronavírus – eu, você – e nem sabem! O isolamento social, dentro de casa, é o meio mais efetivo para reduzir a velocidade da pandemia. Aí teremos leitos para atender os casos mais graves. E vidas serão salvas.
Lavar as mãos. Evitar levá-las ao rosto. Tossir cobrindo a boca com o braço. Este é o momento de responsabilidade individual e coletiva.

Trabalhe no que der dentro de casa. Estude. Fique de olho nas informações, mas não entre em pânico. Seja responsável e solidário com o vizinho, sem descuidar da sua saúde e da dele.

Preste atenção no seu corpo. Sintomas do coronavírus são tosse seca, febre alta e persistente, dificuldade para respirar. Se o quadro se agravar, a orientação é entrar em contato com o serviços de saúde pelo 0800 da sua cidade e estado ou pelo 136 em qualquer região do país. Nada de correr pro hospital.

Siga as orientações dos profissionais de saúde. Se isole num quarto de casa, mantenha uma janela aberta mas a porta fechada. Separe utensilios, toalhas, lave as mãos antes de tocar em qualquer coisa e lave o banheiro toda vez que usar. O coronavírus permanece até três dias em superfícies como plástico e metal. No ar, ele sobrevive três horas.

Tenha bom senso! E quando a primavera chegar a gente voltará a se abraçar.