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Sexta-feira 13: conheça a lenda da paranaense morta a facadas por ciúmes

Leia a história completa!

Eduardo
Eduardo Igor / Produtor com colaboração de Carol Machado
Sexta-feira 13: conheça a lenda da paranaense morta a facadas por ciúmes
Fotos: SECC/Cãmara Municipal de Curitiba

13 de maio de 2022 - 11:52 - Atualizado em 13 de maio de 2022 - 13:36

Uma mulher cheia de sonhos vem para Curitiba para ajudar na igreja e acaba se apaixonando por um militar. O que parecia ser um filme de romance terminou em história de terror.

Maria Bueno foi brutalmente assassinada pelo próprio namorado. Quase 130 anos depois do crime, a paranaense permanece na memória da capital. O corpo da vítima está enterrado em um dos mais antigos cemitérios da cidade, que foi inaugurado em 1º de dezembro de 1854, no bairro São Francisco.

O Cemitério Municipal de Curitiba abriga muito mais que túmulos e homenagens. O local reúne muitas histórias macabras centenárias na cidade.

A história da moça se tornou sagrada para muitas pessoas e agora ela é considerada uma santa. Muitas pessoas afirmam que tiveram pedidos atendidos e até outros relatos misteriosos.

“Já tive vários pedidos atendidos.”. “Meu avô contou que após um tempo abriram o caixão dela, ela estava inteira e cheirava a rosas”.

Escreveram algumas pessoas no site mariabueno.com.br.

Entenda a história completa abaixo.

Sexta-feira 13: A lenda de Maria Bueno no Cemitério de Curitiba

Maria Bueno era uma jovem moradora de Morretes que sofria com problemas familiares com o pai alcoolatra. A jovem resolveu entrar para um convento católico, no entanto, os padres da região resolveram transferir Maria para Curitiba.

Ao chegar na cidade, ela começou a trabalhar como lavadeira. Logo se apaixonou por um soldado do exército, Ignácio José Diniz. Uma noite, em que o rapaz estava de serviço no quartel Maria decidiu que iria no baile, mas ele não gostou e os dois discutiram. Decidida do que queria, a jovem ignorou a briga e foi para a festa.

Com ciúmes, Diniz saiu do quartel, que ficava na Praça São José e ficou escondido próximo ao baile, para espionar o ela estava fazendo. Ao fim, o rapaz se escondeu na Rua Vicente Machado e esperou ela passar sozinha. Na madrugada do dia 29 de janeiro de 1893, Maria foi assassinada no meio da rua com golpes de faca no pescoço.

O militar foi preso e julgado a júri popular, onde fui absolvido por unanimidade. A injustiça da época repercutiu em Curitiba. Um ano depois, Diniz cometeu um latrocínio e foi fuzilado pelo exército, na revolução Federalista.

Reza a lenda, que, no local da morte, foi colocado uma cruz de madeira e com o passar do tempo nasceu uma rosa vermelha ao lado. Surpresos ao ver a flor, as pessoas começaram a rezar e acender velas no local. Alguns até relataram contato sobrenaturais com Maria Bueno e milagres.

Ela se tornou santa e seu corpo permanace enterrado no Cemitério Municipal, próximo a entrada principal. No local é possível ver várias placas e homenagens do mundo inteiro em seu nome. Ainda de acordo com a crença, para fazer um pedido a Maria Bueno é preciso levar uma rosa vermelha. Se for atendido, é necessário voltar ao local e deixar no túmulo uma rosa branca, como forma de agradecimento.