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Pela 1ª vez, um DJ brasileiro, Alok, toca no palco Mundo do Rock in Rio

Redação RIC Mais
Redação RIC Mais

28 de setembro de 2019 - 00:00 - Atualizado em 28 de setembro de 2019 - 00:00

Não deixa de ser sinal dos tempos que a primeira atração do Rock in Rio seja um DJ: o goiano Alok Achkar Peres Petrillo, de 28 anos, abriu a 20.ª edição com um show de luzes desenvolvido por equipes que trabalharam na Olímpiada do Rio em 2016.

Em entrevista ao ‘Estado’ no início da semana, a vice-presidente do festival, Roberta Medina, já havia comentado o legado olímpico positivo deixado para o Rock in Rio. Nesta sexta, Alok estreou o Palco Mundo com espetáculo digno de Olímpiada.

Alok cumpriu o papel de primeiro DJ brasileiro a tocar no Palco Mundo, a mega estrutura principal do festival.

Abusando dos drops de beat (em que o DJ faz uma espécie de contagem regressiva com a batida da música), o goiano mistura criações próprias, como o sucesso Hear Me Now e a canção Ocean, com remixagens simplificadas dos grandes hits de muita gente: Corona, Cranberries, David Guetta (numa homenagem ao primeiro DJ a ocupar aquele espaço, há 4 anos), Goodwill (outro DJ da cena global da qual Alok surgiu), Pink Floyd, Guns n Roses, Bon Jovi, Red Hot Chili Peppers, Talking Heads, New Order, Lil Nas X, Rihanna, Lil Pump e Kanye West, System ofna Down, The White Stripes (ele faz o público cantar “eu não vou embora” ao som de Seven Nation Army) e até Benny Benassi (Satisfaction talvez seja a música mais manjada do dance/eletrônico do século 21).

Na segunda metade do show, passa rápido pelo funk brasileiro (Cidinho e Doca) e pelo Legião Urbana antes de voltar para o roteiro. Oasis (sim, Wonderwall) e Queen (sim, We Will Rock You e We Are The Champions).

Os drop beats, característica do Eletronic Dance Music (tipo de eletrônico muito popular) que funcionam como um atalho para agradar uma plateia, quase sempre já ganha de saída. O fato de Drake ser a atração principal da noite certamente ajudou para que o público muito jovem dessa noite de sexta entrasse “na onda” do produtor.

No palco, ele usa as ferramentas que pode: pede para quem souber cantar junto, pede para a galera levantar as mãos e balançar de um lado para o outro, convida para “uma viagem”, diz para levantar e abaixar a luz dos celulares. Comportadíssimo, pede desculpas antes de falar um palavrão. “Vamos seguir o caminho do amor, porque é ele que leva para o caminho da felicidade. Não preciso ir longe, tirem do caminho os preconceitos, a intolerância e tudo o mais”, diz – no público, a plateia entoa cantos de xingamentos ao presidente Bolsonaro.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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