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Mosaicos de monumento da era comunista ganham restauração na Bulgária

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Mosaicos de monumento da era comunista ganham restauração na Bulgária
Equipe de restauração trabalha em mosaicos do monumento Buzludzha, na Bulgária

30 de setembro de 2020 - 11:55 - Atualizado em 30 de setembro de 2020 - 12:00

Por Tsvetelia Tsolova

BUZLUDZHA PEAK, Bulgária (Reuters) – No topo de uma montanha na região central da Bulgária, um gigantesco monumento de concreto construído para glorificar o regime comunista foi abandonado desde o colapso do regime em 1989.

Cerca de 30 anos depois, uma equipe de restauradores de cinco universidades europeias está trabalhando contra o tempo e o clima para proteger um dos maiores mosaicos modernistas da Europa, enquanto a Bulgária decide sobre o destino do polêmico monumento parecido com um disco voador.

Por trás do plano está a arquiteta búlgara Dora Ivanova, cuja fundação recebeu doações da Fundação Getty dos EUA para desenhar um projeto de conservação para o monumento abandonado e seus painéis em mosaico que retratam a propaganda comunista.

“Não devemos destruir tudo o que foi criado em períodos de que gostamos ou não, ou são traumáticos, mas, pelo contrário, eles devem existir para nos lembrar, para nos ajudar a aprender com os erros do passado”, disse Ivanova, de 30 anos.

O monumento, um exemplo da arquitetura brutalista, muito associada ao socialismo, foi vítima de vandalismo, roubo e mau tempo. Diferentes grafiteiros também deixaram sua marca no interior, ao lado dos murais originais de Karl Marx e Vladimir Lenin.

Em 2018, o Monumento Buzludzha foi colocado na lista dos sete patrimônios mais ameaçados da Europa pela organização de patrimônio cultural Europa Nostra, que pretendia restaurá-lo e abri-lo ao público.

Ivanova acredita que o local deve ser seguro e aberto para turistas e debates, inclusive sobre como os búlgaros podem enfrentar sua história recente.

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