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Mão na nuca

Gotas de suor pingam em minha boca.

Mão na nuca

28 de maio de 2020 - 00:00 - Atualizado em 5 de junho de 2020 - 11:26

Absorta em um mundo mágico, se deixa ficar.

Fito meu olhar nestes olhos de fera no cio.

Os lábios inchados denotam desejos loucos.

Tem uma luz tão intensa que me puxa como ímã.

 

Seios à mostra é um convite à loucura.

Toco com delicadeza a pele perfeita.

O aroma que chega é inebriante. Luxúria.

Lábios molhados vão por caminhos surreais. Paro!

 

Na fenda estreita vertendo prazer, eu fico.

Minha língua se torna frenética e força a entrada.

Abre-se um pouco mais e me puxa com vontade.

Tua mão na minha nuca me faz delirar.

 

Depois de me encher a boca de mel, me encara.

Olhos esfuziantes e um riso de enigma vêm de ti.

Joga-me no sofá escancarado e é inteira ação.

Engole-me sem pudor e meu mundo roda.

 

Com delicadeza, me conduz para dentro de si.

Desce devagarzinho, até que tudo esteja no fundo.

Como louca, cavalga e me arranha. O sangue ferve.

Nuvens coloridas nos circundam e tudo se torna verão.

 

Gotas de suor pingam em minha boca.

As contrações são intensas e me prendem.

Tem domínio dos músculos e do meu prazer.

“Me inunda agora!”, exige e tudo se torna líquido.

 

Jossan Karsten

 

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