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Da paralisia à militância: superação em busca de representatividade

Em autobiografia, escritor paulista Emílio Figueira discute conceitos de Inclusão Social e Educação Inclusiva para dar sequência na missão de ser um divulgador de informações sobre pessoas com deficiência

Carol
Carol Machado da equipe de estágio RIC Mais, sob supervisão de Larissa Ilaídes
Da paralisia à militância: superação em busca de representatividade
Imagem: divulgação

24 de junho de 2020 - 12:12 - Atualizado em 24 de junho de 2020 - 12:12

Por causa de uma asfixia durante o parto, em 1969, Emílio Figueira ficou com sequelas na fala e nos movimentos. Apesar da paralisia cerebral, superou a exclusão social nos primeiros anos de vida e venceu os obstáculos sociais por meio da educação: cursou três faculdades, cinco pós-graduações e dois doutorados.

Em “O caso do Tipógrafo”, Emílio narra de forma descontraída suas construções artísticas e superações ao discutir conceitos de Inclusão Social e Educação Inclusiva.

A obra

Verdadeiro legado à inclusão brasileira, a obra é dividida em sete partes. O autor revela desde a exclusão que sofreu durante a Ditadura Militar até suas principais experiências pessoais e acadêmicas.

Na sétima parte, em especial, Emílio destaca como é o envelhecimento de pessoas com deficiência em um país que quase nada oferece a deficientes na terceira idade.

Vivíamos uma época que os estudos e técnicas de tratamentos ainda engatinhavam. Por quase cinco anos usei aparelhos em quase todo o corpo para ele endurecer. Pesadas pulseiras de chumbo nos braços para “diminuir” os movimentos involuntários. Lembro-me de seminários com enormes plateias, onde, crianças, éramos colocados só de cueca no palco, o especialista ia nos mostrando e analisando o caso. Assim fiz parte de muitos outros experimentos e pesquisas no início dos anos 1970.
 (O caso do Tipógrafo, pág. 24)

Foi na adolescência, em meados da década 1980, que Emílio tomou consciência de sua própria deficiência. Começou a escrever seus textos sobre a temática, ler sobre esse universo e realizar suas tímidas pesquisas sobre integração social.

Já na década seguinte colaborou com as primeiras publicações brasileiras voltadas exclusivamente ao assunto e definiu qual seria sua principal atividade pelas décadas seguintes: ser um divulgador das informações e novidades que envolvem as pessoas com deficiência.

O Caso do Tipógrafo é leitura para psicólogos, pedagogos, militantes da inclusão social e mais: para todos abertos à empatia e a emoção. Emílio Figueira também é autor de outras obras, como “O homem que amou em silêncio” e “O sopro da opressão”.

Sinopse

O Caso do Tipógrafo é a autobiografia de Emílio Figueira, paulistano que nasceu com paralisia cerebral e com sérias causas na fala e movimentos. Conheceu a forte exclusão social em seus primeiros anos de vida e venceu obstáculos sociais e atitudinais por meio da educação. Nestas memórias o autor narra de forma descontraída suas construções artísticas, superações e motivações pessoais ao discutir como pano de fundo conceitos de Inclusão Social, Educação Inclusiva e sua visão dos efeitos positivos de se ter uma deficiência.

Ficha Técnica

  • Título: O Caso do Tipógrafo
  • Autor: Emílio Figueira
  • ISBN: 978-65-00-03468-4
  • Páginas: 226
  • Formato: 23x 16 cm

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